Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90
Novo acordo tem como objetivo enviar sinal a Irã

Novo acordo tem como objetivo enviar sinal a Irã

A conclusão de um acordo para redução de armas entre os EUA e a Rússia após meses de intensas negociações sugere que a relação entre os dois países parece estar se movendo em direção a uma posição de cooperação relutante.

Análise: John Kampfner, O Estado de S.Paulo

27 de março de 2010 | 00h00

O pacto, que cortará em 30% o arsenal de ogivas nucleares de ambos os países, é significante, mas ainda deixa tanto Washington como Moscou dotados da possibilidade de se destruírem mutuamente. Esse absurdo militar faz parte de uma curiosa estranheza no relacionamento entre as duas potências. Washington não exercitou seus laços com Moscou como o fez nos anos 70, 80 e 90. No pior dos casos, considera a relação como irritante. O governo dos EUA gostaria de lidar mais com o presidente russo, Dmitri Medvedev, mas sabe que as reais decisões são tomadas pelo primeiro-ministro Vladimir Putin.

A promessa do presidente americano, Barack Obama, de apertar o botão de "recomeço" com a Rússia é uma decisão sóbria de uma relação que ele sabe que não será acalorada, mas que ele quer isentar de problemas desnecessários. Obama gostaria, apesar de não precisar, da assistência da Rússia em uma série de áreas, mas ele sabe que agora o verdadeiro fiel da balança de poder é a China.

O motivo mais importante para o pacto nuclear é o sinal que ele busca enviar para os "grande proliferadores", particularmente o Irã. A cerimônia para a assinatura do acordo entre Obama e Medvedev - marcada para o dia 8 em Praga - será seguida por duas conferências internacionais, uma sobre segurança nuclear e outra sobre não-proliferação. O acordo pode até ser bem-vindo, mas os americanos e os russos dificilmente atingirão um progresso imediato com os iranianos.

É JORNALISTA E ESCREVEU ESTE ARTIGO PARA O JORNAL BRITÂNICO "THE GUARDIAN"

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.