REUTERS/Abdalrhman Ismail
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Outro ataque a mais um hospital de Alepo deixa ao menos 19 mortos e mais de 80 feridos

Tropas rebeldes teriam disparado um foguete contra bairros controlados pelas forças do governo sírio

O Estado de S. Paulo

03 Maio 2016 | 08h44

BEIRUTE - Dezenas de pessoas ficaram feridas nesta terça-feira, 3, após um novo ataque em mais um hospital na cidade síria de Alepo. Segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), 19 pessoas morreram, incluindo 3 crianças, e 80 ficaram feridas pelo disparo de um foguete por tropas rebeldes contra bairros controlados pelas forças do governo.

O Exército da Síria disse em um comunicado que o ataque foi parte de uma ofensiva de grupos insurgentes presentes na cidade, e que está reagindo "às fontes dos disparos". OSDH informou que o hospital Al-Dabit ficou seriamente danificado, e que o número de mortos provavelmente aumentará.

Além disso, pelo menos quatro pessoas morreram, entre elas um menor de idade, e outras 50 ficaram feridas pelo disparo de foguetes de facções islâmicas contra regiões residenciais da cidade, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

Combates estão ocorrendo entre os efetivos governamentais e os grupos rebeldes na área de Beni Zaid e Shihan e nas proximidades de Yamiat al Zahra, no oeste da cidade.

Também nesta terça-feira, aviões de guerra bombardearam a cidade de Al Buida al Saguir, na periferia sul de Alepo, onde três pessoas morreram e várias ficaram feridas.

Alepo, a maior cidade do norte da Síria, sofre uma onda de violência há mais de uma semana, que coloca em perigo o futuro da trégua declarada em fevereiro em todo o território sírio.

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, conversou na segunda-feira com seu colega russo, Serguei Lavrov, e os dois decidiram se reunir "em breve", junto com outros 15 países com influência sobre as partes em conflito na Síria, para tentar restabelecer o cessar-fogo e salvar o processo de paz.

Kerry conversou por telefone com Lavrov durante sua visita a Genebra, onde se reuniu na segunda-feira com o mediador da ONU Staffan de Mistura, segundo explicou o porta-voz do Departamento de Estado americano, John Kirby, em sua entrevista coletiva diária. /Reuters, AFP e EFE

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