Novo ataque a hospital mata 60 no Sri Lanka

Centro médico atende área de conflito; Obama pede ''ação urgente''

AP E NYT, O Estadao de S.Paulo

14 de maio de 2009 | 00h00

Pelo menos 50 civis morreram e 60 ficaram feridos em um ataque a tiros contra um hospital improvisado na zona de guerra no nordeste do Sri Lanka. O estabelecimento, originalmente uma escola primária, é o único centro médico da região e atende 50 mil pessoas presas no fogo cruzado entre o governo e os rebeldes separatistas tigres tâmeis. Na terça-feira, um ataque semelhante ao hospital já havia deixado 49 mortos.Em meio aos disparos de ontem, médicos de plantão levavam pacientes para o subsolo do prédio. Uma ambulância atingida por granadas de morteiro explodiu. Desprovidos de recursos básicos, funcionários tentavam tratar as dezenas de feridos com gaze e bandagens.Nos últimos meses, o governo de Colombo lançou o que diz ser o ataque final contra os rebeldes, que há 25 anos conduzem uma sangrenta campanha para criar um Estado independente no nordeste do Sri Lanka."Sem uma ação urgente essa crise humana se tornará uma catástrofe", declarou ontem o presidente dos EUA, Barack Obama. O chefe da Casa Branca exortou os rebeldes a libertar imediatamente os civis presos na zona de combates e condenou os ataques indiscriminados do governo cingalês.Segundo fontes médicas, uma nova ofensiva com artilharia foi iniciada no fim de semana e já pode ter matado mais de mil civis. Mas o governo cingalês voltou ontem a negar que tenha lançado os ataques ao hospital e disse que suas tropas não utilizam "há semanas" armas pesadas na área de conflito.A organização humanitária Human Rights Watch contradisse o governo, afirmando que imagens de satélite e testemunhas comprovam que ambos os lados usam civis da região como escudo humano.Ontem, o Conselho de Segurança da ONU pediu ao governo do Sri Lanka que cumpra o compromisso de parar de bombardear com artilharia pesada o reduto dos tigres tâmeis. A reunião foi a primeira a debater a crise cingalesa na instância máxima da ONU.

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