Novo ataque com avião espião dos EUA mata 5 no Paquistão

Primeiro-ministro paquistanês já havia expressado oposição a esse tipo de operação

Efe

10 de maio de 2011 | 10h43

ISLAMABAD - Pelo menos cinco pessoas morreram nesta terça-feira, 10, no segundo ataque de um avião espião dos Estados Unidos nas zonas tribais do Paquistão desde a morte há pouco mais de uma semana do líder da Al-Qaeda Osama bin Laden neste país pela força de elite americana, informou o canal de televisão "Express".

 

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Outras sete pessoas foram feridas no ataque do avião não-tripulado, cujos mísseis impactaram contra um prédio e um veículo na região tribal do Waziristão do Sul, informou o site "Express".

 

O bombardeio foi registrado na zona de Angoor Adda, perto da fronteira com o Afeganistão. Na segunda-feira, o próprio primeiro-ministro paquistanês, Yousuf Raza Gillani, expôs novamente sua oposição de seu Governo a este tipo de ataques, que neste ano se reduziram, mas seguem efetuando.

 

Depois que os comandos americanos matassem Bin Laden em uma operação especial no último dia 2 de maio, o Exército e o Governo pediram respeito à soberania de seu país, após o qual os EUA lançaram um primeiro ataque de um avião espião no dia 6 de maio que acabou com a vida de 13 pessoas no Waziristão do Norte.

 

A grande maioria dos ataques de aviões não-tripulados do ano passado (118) ocorreu nesta região, a partir da qual os EUA acreditam que os grupos jihadistas como a rede Haqqani planejam golpes contra as tropas estrangeiras no Afeganistão.

 

Os ataques, dirigidos contra insurgência taleban e à rede terrorista Al-Qaeda, costumam ser precisos, pelas fontes de inteligência e segurança consultadas pela Agência Efe, embora as organizações de direitos humanos denunciem que acarretam a morte de civis.

 

Fontes de segurança observam que Washington quer enviar mensagem clara com os ataques que continuará atuando de acordo com seus interesses após a morte de Bin Laden.

 

A morte do líder da Al-Qaeda causou uma cascata de críticas contra o Exército e os serviços secretos paquistaneses (ISI) pelo fato de Bin Laden estar residindo nas cercanias da capital paquistanesa, concretamente na localidade de Abbottabad, onde fica a principal academia de cadetes do Paquistão.

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