Novo ataque contra igreja cristã deixa 19 mortos na Nigéria

Três homens armados teriam entrado no santuário, desligado a energia elétrica e atirado contra fiéis

estadão.com.br,

07 de agosto de 2012 | 08h35

Texto atualizado às 15h08

LAGOS, NIGÉRIA - Pelo menos 19 pessoas foram mortas e outras ficaram feridas em um ataque perpetrado na noite de segunda-feira, 6, após três homens entrarem armados em uma igreja cristã pentecostal na cidade de Okene, no Estado nigeriano de Kogi, situado no centro do país. Dois atiradores atacaram o santuário enquanto o terceiro foi até o gerador e desligou-o, para dificultar a fuga das vítimas, afirmou o coronel Gabriel Olorunyomi. 

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De acordo com informaçõs da agência nigeriana de notícias Nan, 16 pessoas haviam morrido: 15 integrantes da igreja morreram na hora e a 16ª vítima, quando era levada a um hospital. No entanto, o comandante da Força de Intervenção Conjunta (JTF, em inglês) que atua na zona, Gabriel Olorunyomi, já havia dito que "o número de vítimas pode aumentar, levando-se em conta que alguns dos feridos estão em estado grave", disse a agência.

A fonte indicou que os terroristas chegaram de ônibus à Igreja Bíblica da Vida Mais Profunda de Okene enquanto os fiéis praticavam o estudo semanal. Os criminosos bloquearam todas as suas saídas antes de disparar indiscriminadamente contra as pessoas durante pelo menos 20 minutos.

Soldados e policiais procuraram os assassinos durante a noite, mas até a tarde desta terça-feira não houve prisões. Embora nenhum grupo tenha assumido a autoria do atentado, a seita radical islâmica Boko Haram é a provável responsável, uma vez que vem produzindo massacres contra cristãos nos últimos meses.

O grupo, cujo nome significa na língua local "a educação não islâmica é pecado", luta para instaurar a lei islâmica ("sharia") na Nigéria, um país onde a população da metade norte é predominantemente muçulmana, enquanto a da metade sul é cristã.

A organização terrorista matou mais de 1,2 mil pessoas em ataques armados ou atentados com explosivos desde 2009.

Com AP e Efe

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