Novo atentado mata pelo menos 11 pessoas na Argélia

Dois carros-bomba atingem hotel e quartel em Bouira, no dia seguinte a ataque a escola policial que matou 43

Agências internacionais,

20 de agosto de 2008 | 07h24

No dia seguinte ao atentado que matou pelo menos 43 pessoas na região de Cabilia, um novo ataque terrorista atingiu nesta quarta-feira, 20, a Argélia, dessa vez na cidade de Bouira. Dois carros carregados de explosivos foram detonados em um intervalo de apenas um minuto, matando pelo menos 11 pessoas e ferindo outras 31 ficaram feridas.   Veja também: Atentado em escola militar deixa 43 mortos na Argélia   A primeira explosão atingiu um quartel militar e o segundo, um hotel da cidade. As explosões foram violentas, sendo ouvidas a quilômetros do local. Até o momento, ninguém reivindicou o atentado, ainda que a Al-Qaeda no Magreb Islâmico, braço do grupo terrorista, seja suspeita do ataque. O grupo é uma das organizações rebeldes mais ativas do país de 34 milhões de habitantes, que é um grande fornecedor de gás e petróleo para a Europa.   Entre os 31 feridos - balanço total dos dois atentados - estão 27 civis e quatro militares, afirmou o Ministério do Interior argelino. Outras fontes de segurança asseguraram que o segundo atentado foi o mais mortífero, atingindo um ônibus que transportava trabalhadores argelinos da empresa canadense de construção SNC-Lavalin. A explosão teria matado 11 passageiros do ônibus, segundo tais fontes, que indicaram que nenhum estrangeiro está entre as vítimas. O primeiro atentado contra o quartel militar derrubou o muro da instalação e feriu seis pessoas, além de produzir inúmeros danos materiais.   Primeiro atentado   Um atentado suicida contra uma academia de polícia deixou pelo menos 43 mortos e 45 feridos na região de Cabilia, leste da Argélia, na terça. O ataque com explosivos no povoado de Les Issers, a cerca de 50 quilômetros da capital, Argel, foi considerado o mais sangrento dos últimos oito meses no país. Segundo testemunhas, um suicida lançou um carro carregado de explosivos contra a entrada principal da academia de polícia. Um grande número de jovens aguardava no local para prestar um concurso para ingressar no centro de formação.   A explosão - que pôde ser ouvida a quilômetros de distância - provocou sérios danos à fachada do prédio, derrubou árvores e abriu uma cratera de vários metros de diâmetro. "A maioria dos mortos era rapazes, com idades entre 18 e 20 anos", afirmou uma testemunha. "Eles estavam em uma fila esperando para entrar na academia e fazer exames de seleção." O Ministério do Interior afirmou que 42 dos mortos e 32 dos feridos eram civis e destacou que o número de vítimas pode aumentar.   A Argélia não tinha um atentado tão mortífero desde o duplo ataque suicida cometido pela Al-Qaeda do Magreb Islâmico em 11 de dezembro de 2007, em Argel. A explosão - que teve como alvo o Conselho Constitucional e um escritório da ONU - deixou 41 mortos e dezenas de feridos.

Tudo o que sabemos sobre:
Argéliaatentado

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.