Joyce N. Boghosian / Casa Branca
Joyce N. Boghosian / Casa Branca

Novo boletim médico informa que Trump tem melhora substancial, mas ainda não está fora de perigo

Relatório foi divulgado depois de um dia de divulgação caótica das informações sobre a saúde do presidente americano

Beatriz Bulla, correspondente / Washington, O Estado de S.Paulo

03 de outubro de 2020 | 23h45

WASHINGTON - Um novo boletim médico divulgado na noite deste sábado, 3, pela Casa Branca informa que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está bem, trabalhando, sem febre e também sem necessidade de oxigênio suplementar, mas ainda não fora de perigo. "Ele passou a maior parte da tarde trabalhando e tem se movido na suíte médica sem dificuldade", informou o médico Sean Conley. O médico disse que Trump teve melhora substancial, mas ainda não está fora de perigo - usando a expressão "out of the woods", que tem esse significado em inglês - e que o time médico "continua com otimismo cauteloso".

O relatório foi divulgado depois de um dia de divulgação caótica das informações sobre a saúde do presidente. Após uma coletiva de imprensa em que Conley passou a mensagem de que Trump estava bem, o chefe de gabinete da Casa Branca, Mark Meadows, traçou um quadro mais sombrio ao informar que as próximas 48 horas serão críticas. 

Segundo Meadows, os sinais vitais de Trump foram preocupantes na sexta-feira. A informação foi inicialmente divulgada em off, mas horas depois a imprensa americana revelou que Meadows era a fonte. À noite, depois de uma tarde de informações desencontradas, Trump publicou um vídeo no qual aparece abatido, mas diz que está melhorando. 

O boletim mais recente de Sean Conley informa que o presidente americano completou nesta noite a segunda dose do antiviral Remdesivir "sem complicações". A saturação de oxigênio do presidente está em torno de 96% e 98%, segundo o relatório. Na coletiva de imprensa da tarde, Conley foi evasivo ao falar sobre o tema. A imprensa americana revelou que Trump precisou de suplementação de oxigênio na sexta-feira na Casa Branca, antes de ser transferido para o hospital militar Walter Reed.

Segundo o boletim médico, o plano para o domingo é continuar com a observação entre as doses do Remdesivir, "monitorando de perto o status clínico" do presidente.

No vídeo publicado nesta noite, Trump apareceu com aparência abatida e disse que nos próximos dias terá um “teste real”. “Vamos ver o que acontece nos próximos dias", disse o presidente. 

Aos 74 anos e obeso, Trump é parte do grupo de risco que pode ter complicações decorrentes do contágio por coronavírus. Ele anunciou que o teste de coronavírus havia dado positivo na madrugada da sexta-feira e menos de 24 horas depois foi transferido para o hospital militar Walter Reed.

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