Novo chefe do Pentágono apoia envio de armas à Ucrânia

Embora tenha apoio de parte do gabinete de Obama, a medida deve desagradar a Rússia, acusada de ajudar separatistas

O Estado de S. Paulo

04 de fevereiro de 2015 | 17h13

Indicado pelo presidente Barack Obama para ser o novo líder do Pentágono, Ashton Carter afirmou esta quarta-feira, 4, que apoia o envio de armas ao exército ucraniano, que enfrenta dificuldades em debelar a rebelião no leste do país.

Embora tenha apoio de parte do gabinete de Obama, a medida também poderia ser recebida com reservas pela Rússia, que já é acusada de ajudar os rebeldes, e transformar o conflito em uma guerra por procuração, como ocorreu várias vezes na Guerra Fria.

Em uma audiência no Senado, Carter afirmou que os movimentos do Exército russo na região são "uma clara violação do acordo de Budapeste, de 1994, em que o país se comprometeu a respeitar a soberania da recém criada Ucrânia.

Ele também disse que os Estados Unidos também se comprometeram, no mesmo acordo, a respeitar e também fazer valer a vontade da Ucrânia em se tornar um país independente. "E isto está ameaçado hoje."

Nomeado para ser o quarto líder do Pentágono na administração Obama, Carter enfrentou questões sobre o Iraque, o Afeganistão, o Estado Islâmico, a base militar de Guantánamo e a Rússia, entre outros assuntos, em sua visita ao Senado. Embora parlamentares tenham usado a audiência para tecer críticas sobre a política externa do governo, a confirmação de seu nome é dada como certa. / AP

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