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Novo chefe do Pentágono fala para tropas americanas que é 'hora de voltar para casa'

Christopher Miller enviou primeira mensagem aos militares após assumir o cargo interinamente; Trump pressiona pelos retornos de soldados desde que assumiu a presidência

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2020 | 16h24

WASHINGTON - O novo chefe interino do Pentágono, Christopher Miller, disse neste sábado, 14, em sua primeira mensagem às tropas americanas que é "hora de voltar para casa", dando a entender que poderia acelerar a retirada dos militares americanos do Afeganistão e do Oriente Médio

"Todas as guerras devem acabar", afirmou Miller, nomeado secretário interino de Defesa na segunda-feira pelo presidente Donald Trump

O secretário disse que os Estados Unidos estão empenhados em derrotar a Al-Qaeda, 19 anos depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 em Nova York, e estão muito próximos de fazê-lo. "Esta é a fase crítica em que fazemos a transição de nossa função de liderança para uma função de mais apoio", ressaltou ele em uma mensagem datada da sexta-feira 13, mas postada na manhã deste sábado no site do Departamento de Defesa. 

"Acabar com as guerras exige compromisso e colaboração. Aceitamos o desafio, demos tudo de nós. Agora é a hora de voltar para casa", diz no comunicado. 

Miller não mencionou especificamente nenhuma tropa, mas sua referência à Al-Qaeda parece apontar para as do Afeganistão e do Iraque, para onde militares americanos foram enviados após os ataques de 11 de setembro de 2001.

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Ex-diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, Miller foi nomeado chefe do Pentágono depois que Trump demitiu Mark Esper.

Em seus últimos meses como presidente, Trump aparentemente quer levar adiante seus planos de retirar as tropas americanas do Afeganistão, enquanto coloca no Pentágono funcionários leais ou que simpatizam com ele. 

Durante a campanha, Trump disse que estava acabando “com as guerras intermináveis” e seus novos eleitos para o Pentágono são entusiastas de sua posição. 

O presidente eleito, Joe Biden, compartilha do desejo de Trump de encerrar a guerra mais longa dos Estados Unidos, mas não tem o mesmo calendário político. 

O programa de Trump causou alarme em alguns setores, pois há poucos sinais de progresso nas conversações entre o governo afegão e os insurgentes do Taleban.

Anteriormente, Trump disse que queria reduzir para 2.500 o número de soldados no Afeganistão até o início de 2021, depois mencionou uma retirada total até o Natal. Mas a liderança militar vinha insistindo em vincular a retirada a uma redução da violência no país. / AFP

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