Novo chefe militar da Coreia do Sul promete preparação contra provocações

País estará pronto para qualquer ação da Coreia do Norte, diz chefe de Estado do Exército

Associated Press

18 de junho de 2010 | 11h07

SEUL - O novo chefe de Estado do Exército da Coreia do Sul jurou nesta sexta-feira, 18, reforçar a preparação do país para lidar com quaisquer provocações vindas da Coreia do Norte. As declarações são feitas em um momento no qual as tensões entre os países vizinhos aumenta devido ao afundamento de um navio sul-coreano supostamente provocado por Pyongyang.

 

"Nossas forças estão encarregadas da tarefa de manter sempre o alerta para contra-atacar qualquer provocação norte-coreana", disse o general Hwang Eui-don em seu primeiro discurso como ocupante do cargo em Daejeon, ao sul de Seul.

 

O general disse que assegurará que haverá resposta para as provocações assim que elas ocorrerem. Na quinta-feira, ele alertou que ainda há uma possibilidade "considerável" de que mais provocações norte-coreanas ocorram devido ao histórico de ataques do país contra os vizinhos do sul.

 

A cúpula militar da Coreia do Sul foi remanejada por conta das críticas a respeito do episódio do afundamento do Cheonan, quando 46 marinheiros morreram. Os militares foram pressionados por conta das respostas demoradas e insuficientes ao suposto ataque norte-coreano.

 

A Coreia do Norte, por sua vez, manteve a postura das últimas semanas e acusou Seul de criar tensões na Península que "podem causar guerras a qualquer momento", segundo disse Choe Thae Bok, chefe do Partido dos Trabalhadores norte-coreano, à agência estatal de notícias, a KCNA.

 

Nesta semana, os norte-coreanos disseram que responderiam militarmente à qualquer ação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) contra o país. A Coreia do Sul levou o caso ao órgão respaldada pelos EUA depois de uma investigação apontar Pyongyang como responsável pelo naufrágio. A Coreia do Norte, porém, diz que o resultado das inspeções são invenções.

 

O episódio do navio elevou a tensão entre as duas Coreias, tecnicamente em guerra desde 1950, quando começou a Guerra da Coreia. O conflito nunca foi formalmente encerrado e os dois lados permanecem apenas em trégua, embora haja atritos frequentemente.

 

Outra questão que gera impasse é o programa nuclear norte-coreano, considerado uma ameaça pelo sul. Pyongyang se recusa a retornar à mesa de negociações para abandonar os projetos atômicos e diz que só o fará se a Guerra da Coreia for encerrada formalmente.

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