Novo confronto entre grupos étnicos deixa 39 mortos no Quênia

Com eleições agendadas para março, quenianos temem nova onda de violência, como a que abalou o país em 2007

NAIROBI, O Estado de S.Paulo

22 de dezembro de 2012 | 02h04

Cerca de 40 pessoas, muitas delas crianças, foram mortas e centenas ficaram feridas, na madrugada de ontem, em uma nova onda de ataques no longo histórico de conflitos étnicos no Quênia. Um grupo armado da comunidade Pokomo invadiu a aldeia vizinha, de integrantes da etnia orma. Mataram todos os que encontraram pela frente e atearam fogo em pelo menos 45 casas.

"Até agora, 39 pessoas foram encontradas mortas, incluindo 13 crianças e 6 mulheres", informou Robert Kitur, o vice-chefe de polícia do Delta do Rio Tana, região onde o massacre ocorreu. Pelo menos nove invasores também morreram no confronto.

A maioria dos corpos tinha marcas de tiros, mas muitas vítimas foram mortas com facões. A Cruz Vermelha queniana, que tinha uma equipe na região, fala em pelo menos 30 mortos.

Mais de 100 pessoas foram assassinadas nos últimos meses no conflito entre os integrantes das etnias pokomo e orma, em um círculo vicioso de violência e revanche. Como muitos dos conflitos africanos, este também teve início com uma disputa por um pedaço de terra na fronteira entre as duas comunidades.

Os quenianos ainda vivem assombrados pela memória do caos pós-eleitoral em 2007, que destruiu o país e deixou mais de mil mortos e centenas de milhares de desabrigados. Novas eleições gerais estão marcadas para março. / NYT

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