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Novo enviado americano vai reiniciar esforço de paz

Um enviado especial dos Estados Unidosao Oriente Médio retomará esta semana os esforços de paz para aregião, disseram funcionários israelenses nesta terça-feira. Por sua vez, o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon,proibiu o presidente do país, Moshe Katsav, de declarar umatrégua de um ano com os palestinos. Hoje, tanques israelenses recuaram de suasposições na cidade de Nablus, na Cisjordânia, disseram fontes.Nablus foi uma das diversas cidades palestinas ocupadas porsoldados israelenses após uma onda de ataques palestinos contracivis israelenses. Ao mesmo tempo, tropas israelenses, em incursões em territórioautônomo palestino, prenderam quatro pessoas. O mediador norte-americano Anthony Zinni deverá retornar aoOriente Médio na quinta-feira, numa missão para tentar reiniciarconversações de paz. Ele ficará na região por quatro dias, dissePaul Patin, porta-voz da Embaixada dos EUA em Tel Aviv. Zinni pedirá ao presidente da Autoridade Palestina, YasserArafat, que desmantele os grupos militantes e exigirá de Sharono alívio das restrições impostas aos palestinos, afirmou Patin. O objetivo da missão é a implementação de uma trégua e aaplicação de medidas capazes de levar à retomada das negociaçõesde paz. O negociador palestino Saeb Erekat disse esperar que Zinniestabeleça um calendário para a implementação das medidas,detalhadas no ano passado em um acordo de trégua negociado pelodiretor da CIA - o serviço secreto norte-americano -, GeorgeTenet, e em uma série de recomendações feitas por uma comissãointernacional liderada pelo ex-senador norte-americano GeorgeMitchell. A primeira missão de Zinni no Oriente Médio foi interrompidaem meados de dezembro, quando a violência na região foiintensificada. Nesta terça-feira, Ariel Sharon disse a Moshe Katsav que"desaprovava fortemente" a idéia de Katsav declarar ocessar-fogo em um discurso perante o Parlamento palestino, disseum alto assessor do primeiro-ministro, que fez a declaração nacondição de não ser identificado. A idéia foi levantada, inicialmente, por um ex-deputadoisraelense de origem árabe, Abdel Wahab Darawsheh, que sereferiu à trégua como uma "hudna", termo da lei tribal árabeque define um período determinado de não-beligerância. Darawsheh disse que o líder palestino, Yasser Arafat, apoiariaa idéia e o presidente de Israel deu mostras de estarinteressado em fazer o discurso. No entanto, o assessor de Sharon descartou a "hudna",chamando-a de manobra publicitária de Arafat, e sugeriu que olíder palestino havia enganado Katsav. No mês passado o governo israelense, reagindo a uma escaladanos ataques palestinos a civis de Israel, declarou Arafat"irrelevante" na luta contra o "terrorismo". Em Israel, a figura do presidente é basicamente cerimonial e épouco comum que o presidente se envolva na tomada de decisõespolíticas. Katsav já avisou que não agirá sem o acordo deSharon. Segundo o jornal Yediot Ahronot, o chanceler Shimon Perestambém se opõe ao plano. "Estamos tentando construir umcessar-fogo que dure gerações, para sempre", disse Peres."Queremos acabar com o ciclo do terror para sempre e não só porum ano, como o presidente propõe." Peres vem mantendo diálogos com o presidente do Parlamentopalestino, Ahmed Qureia, para construir a estrutura de umpossível acordo de paz. Como primeiro passo nessa direção, antes de tratar de questõescomo o futuro de Jerusalém ou o destino dos refugiadospalestinos, Israel trataria de reconhecer formalmente aexistência de um Estado palestino independente.

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