Novo enviado da ONU no Haiti será argentino ou uruguaio

O ministro do exterior brasileiro, Celso Amorim, disse nesta sexta-feira que um diplomata do Uruguai ou da Argentina deverá ser selecionado para ficar no lugar do chileno Juan Gabriel Valdés como enviado especial das Nações Unidas no Haiti. "Tem de ser uma pessoa com a capacidade e a visão política para lidar com uma situação difícil", afirmou o ministro durante uma visita à capital chilena Santiago. Desde a sangrenta revolta que tirou o ex-presidente haitiano Jean-Bertrand Aristide do poder, em fevereiro de 2004, o Brasil passou a liderar a força de paz da ONU - que conta com 7.500 soldados e 1.700 oficiais de polícia. Outras nações latino-americanas, incluindo o Chile, a Argentina e o Uruguai, deram importantes auxílios no esforço em estabilizar a situação do país mais pobre do ocidente. Amorim também disse que o Brasil e o Chile concordaram em manter suas tropas no Haiti o quanto a ONU e o novo governo acharem necessário. O presidente eleito do Haiti, Rene Préval, disse que mesmo após tomar posse, em maio, as tropas de paz deverão ser necessárias para manter a ordem pública enquanto ele reorganiza os corruptos e ineficientes sistemas policiais e judiciais do país.

Agencia Estado,

24 Março 2006 | 19h23

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