GREG BAKER / AFP
GREG BAKER / AFP

Novo foco de coronavírus em Pequim pode ter começado há um mês

Capital chinesa registra 158 casos desde a última semana; diretor do Centro para o Controle de Doenças e Prevenção da China diz que muitos casos eram assintomáticos

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2020 | 08h42

A nova onda de casos de coronavírus em Pequim, capital da China, revelada nos últimos dias, pode ter começado um mês atrás, afirmou nesta quinta-feira, 18, o diretor do Centro para o Controle de Prevenção e Doenças da China, Gao Fu. A explicação parcial é de que boa parte dos 158 casos eram de pessoas assintomáticas, mas o governo continua as investigações para identificar o que pode ter levado ao início da segunda onda. 

"Muitos casos assintomáticos ou leves foram detectados neste surto", afirmou Gao Fu em evento em Xangai. O ministério da Saúde chinês reportou 21 novos casos nas últimas 24 horas na capital chinesa de 21 milhões de habitantes. 

Pequim tinha retomado as atividades após ter vivido dois meses sem nenhum caso, mas o surgimento de um novo foco infeccioso acendeu os alarmes na cidade. O transporte público foi reduzido, bairros bloqueados e testes massivos aplicados em distintas regiões. Viagens entre Pequim e outras regiões também foram restringidas. 

Apesar disso, o governo diz que a epidemia em Pequim está controlada e que os casos devem ser minimizados nos próximos dias. A suspeita é de que o novo foco de contaminação esteja no mercado de Xinfadi, a principal fonte de abastecimento da cidade. 

Todos os trabalhadores e aqueles que tiveram contato próximo com casos confirmados ou com o mercado - que tem 112 hectares e tem 1,5 mil funcionários e mais de quatro mil barracas - devem permanecer em casa e fazer um teste de coronavírus em um dos centros designados em Pequim.

Além de testes e medidas de prevenção e controle, a cidade intensificou a inspeção dos mercados de produtos frescos, carne suína, bovina, ovina e de aves congeladas. Outros negócios, incluindo supermercados e restaurantes, estão sendo controlados para garantir que não haja produtos contaminados com o patógeno em circulação. / AFP e REUTERS

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