Novo gabinete francês será mais conservador

Além do premiê François Fillon, os ministros de Economia, Interior e Orçamento continuam nos cargos; moderados perdem espaço no governo

, O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2010 | 00h00

PARIS

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, manteve no cargo de primeiro-ministro François Fillon, depois de aceitar a demissão de seu governo na tarde do sábado. O premiê deve agora anunciar a nova composição de seu gabinete. A renúncia foi a primeira etapa de uma remodelação governamental que, anunciada há meses, dará tom mais conservador à administração da França até as eleições de 2012.

Com o novo gabinete, Sarkozy abandona sua política de abertura a figuras de esquerda. O ex-socialista Bernard Koucher deixou o cargo de ministro das Relações Exteriores em favor de Michele Alliot-Marie, ministra da Justiça no governo anterior.

Continuaram em suas funções Christine Lagarde, ministra da Economia, Brice Hortefeux, ministro do Interior que somou às suas funções o Ministério da Imigração, e François Baroin, ministro do Orçamento.

A confirmação de Fillon no cargo pôs fim à especulação de que o ministro de Ecologia, Jean-Louis Borloo, político de centro, assumiria como premiê. Borloo declarou que havia decidido não participar do novo governo. E foi substituído por Nathalie Kosciusko-Morizet.

"Apesar dos testes, resistências e ataques, o presidente permaneceu fiel a seu rumo reformista, com o apoio constante da maioria do Parlamento", declarou Fillon. Com 56 anos, o político, considerado discreto, tem índices de popularidade maiores que os de Sarkozy. Uma pesquisa que será publicada hoje no jornal Libération diz que a rejeição ao presidente francês é de 65%, contra 32% de aceitação. /AFP, EFE e REUTERS

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