Novo governo na Itália põe fim à crise política

Enrico Letta, primeiro-ministro designado da Itália, um dos líderes do Partido Democrático (PD), comunicou ontem ao presidente Giorgio Napolitano que conseguiu formar um novo governo e apresentou ao chefe de Estado a sua lista de ministros. Com isso, Letta termina com o impasse que durou cerca de dois meses e ameaçava agravar a crise política e econômica italiana.

ROMA, O Estado de S.Paulo

28 de abril de 2013 | 02h06

Como vice-premiê e ministro do Interior, Letta indicou Angelino Alfano, líder do partido O Povo da Liberdade (PDL), de Silvio Berlusconi. O ministro da Economia será o atual presidente do Banco da Itália, Fabrizio Saccomani. A chanceler será Emma Bonino, ex-comissária da União Europeia para assuntos humanitários.

O novo governo, que terá uma presença marcante de mulheres, tomará posse hoje, de acordo com Letta. "Esse era o único governo possível e sua formação não podia esperar", disse Napolitano. O presidente afirmou que a nova coalizão permitirá que o novo governo obtenha a confiança tanto da Câmara dos Deputados quanto do Senado.

Em fevereiro, os italianos foram às urnas, mas o resultado das eleições foi inconclusivo. Embora a aliança liderada pelo PD, de Pier Luigi Bersani, tenha levado o maior número de assentos no Parlamento, a vitória não lhe garantiu o poder. Para formar um governo, Bersani teria de se unir ou ao bloco de centro-direita de Berlusconi ou ao comediante Beppe Grillo, do Movimento 5 Estrelas. As negociações, porém, fracassaram.

Diante do impasse, entrou em cena Napolitano, que sondou os partidos em busca de um consenso e apresentou o nome de Letta, que conseguiu o que parecia impossível: um acordo entre esquerda e direita na Itália. / AP

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