Novo governo palestino é chance para paz, diz Olmert

Israel afirma que vai cooperar com ´um governo palestino que não é do Hamas´

Agencia Estado

18 Junho 2007 | 09h48

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, disse no sábado, 16, que o novo governo de emergência que será formado pelo presidente palestino Mahmoud Abbas cria uma nova oportunidade para a paz. "Um governo palestino que não é um governo do Hamas é um parceiro e vamos cooperar", disse Olmert a jornalistas antes de embarcar para uma viagem aos Estados Unidos, onde deve se encontrar com o presidente americano George W. Bush. Olmert acrescentou que existe uma "nova oportunidade... que não tivemos por muito tempo". "Uma nova realidade foi criada durante estes últimos dias, que não tínhamos durante os longos esforços diplomáticos acompanhando a evolução da Autoridade Palestina, e temos a intenção de trabalhar para aproveitar esta oportunidade", afirmou. Neste domingo, 17, Abbas deve empossar o novo primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad. Ele dissolveu o governo anterior, liderado pelo grupo Hamas, por causa dos graves confrontos com o Fatah. O Hamas afirmou que a criação de um governo de emergência é ilegal, mas o chamado Quarteto de intermediadores do processo de paz no Oriente Médio, formado pelos Estados Unidos, a Rússia, a Organização das Nações Unidas (ONU) e a União Européia, manifestou apoio à decisão de Abbas. Embargo Ainda no sábado, o governo dos Estados Unidos afirmou que vai suspender o embargo que já dura 15 meses contra os palestinos na próxima semana, desde que o presidente da Autoridade Palestina e líder do Fatah, Mahmoud Abbas, forme um novo governo sem a participação do Hamas, que ganhou as eleições no ano passado. O cônsul-geral americano em Jerusalém, Jacob Walles, afirmou que não deve haver obstáculos para restabelecer relações com o novo governo, que teria total apoio dos Estados Unidos. O atual embargo contra a Autoridade Palestina foi imposto depois que o Hamas ganhou as eleições no ano passado. O grupo é classificado de "organização terrorista" pelos Estados Unidos e por Israel. No sábado, os confrontos entre os grupos palestinos Hamas e Fatah atingiram a Cisjordânia, e um grupo de homens armados do Fatah invadiu o Parlamento em Ramallah. A Liga Árabe também criticou os últimos episódios de violência na Faixa de Gaza e manifestou novamente o seu apoio ao enfraquecido presidente Mahmoud Abbas. O Fatah, grupo palestino liderado por Abbas, foi expulso da Faixa de Gaza por militantes da organização rival, o Hamas, depois de uma semana marcada por intensos confrontos, que deixaram pelo menos cem mortos.

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