Novo líder comunista em Xinjiang anuncia campanha contra separatismo uigur

Para governo chinês, etnia foi responsável pelos conflitos que deixaram cerca de 200 mortos em 2009

EFE

10 de maio de 2010 | 11h23

PEQUIM - O recém nomeado líder da região ocidental chinesa de Xinjiang, Zang Chunxian, anunciou uma nova campanha na região contra separatistas da minoria étnica uigur, que o regime acusa de haver causado os distúrbios do ano passado, que deixaram cera de 200 mortos.

 

Segundo uma publicação feita nesta segunda-feira no jornal oficial "Xinjiang Daily", Zhang manifestou em um discurso perante a polícia armada que "há de golpear com força todas as atividades separatistas e destrutivas que tragam o terrorismo, o separatismo e o extremismo religioso."

 

Zhang, de 57 anos, tomou posse no mês passado, substituindo Wang Lequan, um homem próximo do presidente Hu Jintao que esteve no comando da belicosa região durante 15 anos e é acusado de aplicar políticas de segregação racial que estão na base dos violentos conflitos de julho de 2009.

Neles, a minoria autônoma uigur, de religião muçulmana e língua turcomana, protagonizou violentos conflitos com os colonos de etnia chinesa han, que já são maioria na região depois de décadas de políticas que favoreceram sua imigração para esta zona.

 

Grupos uigures no exílio acusam o exército chinês de haver reprimido violentamente o levante e ocultar o número real de uigures mortos no contra-ataque.

A nova campanha contra o que Pequim denomina de separatistas coincide com um investimento de US$ 1,5 bilhões destinado a melhorar a qualidade de vida desta etnia, que viu os chineses se beneficiaram da exportação de seus recursos energéticos.

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