Novo ministro israelense pede segregação dos palestinos

O novo vice-primeiro-ministro de Israel, Avigdor Lieberman, propôs neste domingo, 5, a segregação praticamente total entre árabes e judeus na Terra Santa, desencadeando uma onda de críticas, menos de uma semana depois de o político, representante da extrema-direita, juntar-se ao gabinete.As declarações de Lieberman alimentaram os temores de que sua inclusão no governo torne virtualmente impossível a renovação do processo de paz, já estagnado, e poderão prejudicar as relações, já difíceis, entre o governo israelense e os cidadãos árabes do país.Os companheiros de Lieberman no ministério, incluindo o premier Ehud Olmert, apressaram-se em se distanciar das propostas do colega, e críticos afirmaram que os comentários do político equivalem a uma convocação da limpeza étnica.Em uma longa entrevista à Rádio do Exército, Lieberman disse que não existe esperança de paz entre Israel e os palestinos, portanto segregar os povos é a melhor solução.Ele repetiu a sugestão de entregar aos palestinos vilas habitadas por árabes israelense, localizadas perto da Cisjordânia - eliminando a cidadania dos moradores - em troca das colônias judaicas do território."A solução é trocar terra e população, e criar um país o mais homogêneo e judeu possível", disse Lieberman, ele próprio um morador de colônia da Cisjordânia."Não sei por que os plaestinso mereceriam um país sem judeus... e nós nos tornamos um país binacional, onde 20% da população são minorias. Se quisermos manter um país judeu, sionista, não há outra solução", argumentou.Olmert convidou o partido de Lieberman a integrar o governo na semana passada, para escorar sua coalizão. A decisão foi criticada por árabes israelense e por judeus defensores do processo de paz, que compararam Lieberman a figuras da direita xenófoba européia, como o político francês Jean-Marie Le Pen.Olmert repudiou as afirmações de seu novo aliado: "As opiniões que ele expressou não são a posição do governo, e Lieberman sabe que sou defensor de direitos iguais para os cidadãos árabes de Israel", disse o premier. "Enquanto eu for o primeiro-ministro, esta será a política do governo".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.