Heo Ran / Reuters
Heo Ran / Reuters

Novo míssil de Kim Jong-un traz avanços; leia análise

Coreia do Norte diz ter realizado testes com novos mísseis de longo alcance neste fim de semana

Roberto Godoy, O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2021 | 21h41

O teste com um novo míssil de cruzeiro do Exército da Coreia do Norte, neste domingo, 12, foi, a rigor, um ensaio de novos sistemas de guiagem e navegação. O modelo, da mesma classe do Kalibr, russo, tem alcance declarado de 1500 km mas, de acordo com a agência de inteligência da Organização do Tratado do Atlântico Norte, a Otan, pode ser recalibrado para atingir alvos situados no dobro desse raio de ação, cerca de 3 mil quilômetros. 

É o suficiente para cobrir objetivos estratégicos na Coreia do Sul e no Japão. Lançado por uma plataforma móvel semi blindada, o míssil leva uma ogiva de peso estimado entre 450 kg a 550 kg de carga explosiva.

Há dois anos o serviços de informações de países da região, da Europa e dos Estados Unidos vêm monitorando o projeto, definido pelo Pentágono em dezembro de 2019 como "um novo patamar tecnológico". Os engenheiros de Pyongyang teriam obtido resultados significativos na miniaturização de componentes digitais e na capacidade de navegação da arma.

Há seis meses, na última semana de março, o líder norte-coreano Kim Jong-un comandou o teste de uma nova geração de mísseis balísticos. Com ogivas grandes, na faixa de 700 kg, e transportado por uma gigantesca carreta lançadora, o modelo teria atingido, no mar, um alvo físico - e não apenas uma coordenada - de tamanho equivalente ao de um destroier de 6 mil toneladas. No mesmo dia, foram testados dois mísseis leves, de defesa costeira, visando objetivos a 100 km.

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