Novo modelo da força russa combina poder de fogo e tecnologia

CENÁRIO: Roberto Godoy

O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2014 | 02h37

Os 45 mil militares que a Rússia deslocou para a fronteira com a Ucrânia equivalem aos cerca de 130 mil da coalização formada em 1991, na Guerra do Golfo. De acordo com a tabela de equivalência da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), as novas tecnologias e as formas mais eficientes de preparo da tropa profissional "expandiram significativamente a mobilidade e o poder de fogo". Segundo o porta-voz da Defesa ucraniana, Andrii Lysenko, o dispositivo russo é poderoso: 1.360 blindados armados, 250 veículos leves, 165 tanques pesados, 390 sistemas de artilharia móvel, 150 lançadores de mísseis de três tipos (antiaéreos, anticouraçado, terra-terra), 192 caças e 137 helicópteros - de ataque e de transporte. Tudo novo em folha. A posição oficial da Rússia é a de que todos os recursos estão vinculados a exercícios de fronteira "já encerrados". Até ontem à noite, o enorme contingente continuava estacionado na área a que o presidente Vladimir Putin se refere como "Nova Rússia".

A velocidade de reação das forças de Moscou é resultado de uma ampla reforma, iniciada em 2008, envolvendo Marinha, Exército e Aeronáutica - além, claro, da Força Estratégica de Dissuasão, o amplo sistema que controla as armas nucleares do país. O quadro de paraquedistas, estimado em 36 mil combatentes de elite, dobrará em cinco anos. Boa parte do grupo disponível estaria hoje na região de Donetsk. Os seis distritos militares herdados da extinta União Soviética foram reduzidos para quatro. O total de soldados, homens e mulheres, caiu de 1,4 milhão, em 1995, para 850 mil. As forças especiais do tipo Spetsnaz aumentaram e formam 7 brigadas, cerca de 21 mil soldados especializados em ações de assalto.

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