Max Rossi/Itália
Max Rossi/Itália

Novo movimento do Costa Concordia interrompe trabalhos de resgate

Equipes de salvamento trabalham contra o relógio, já que pela previsão haverá ressaca no mar

Efe,

18 de janeiro de 2012 | 08h40

ROMA - As equipes de resgate que trabalham no interior do cruzeiro Costa Concordia, que naufragou na sexta-feira em águas da ilha italiana de Giglio, suspenderam nesta quarta-feira, 18, de novo temporariamente as operações de resgate, depois de nova movimentação da embarcação.

 

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Nesta quarta-feira está previsto que os especialistas utilizem mais uma vez pequenas cargas de explosivos para abrir passagem entre os restos do navio para tentar localizar os corpos dos cerca de 20 desaparecidos, informou a imprensa italiana.

Dois dias atrás, as equipes de resgate também foram obrigadas a suspender as buscas por horas após movimentação da embarcação, que está inclinada sobre seu lado direito a poucos metros do litoral da ilha do Giglio.

As equipes de salvamento trabalham contra o relógio, porque pela previsão nesta quinta-feira haverá ressaca, o que pode impedir o acesso ao interior do navio. Os mais pessimistas temem que possa afetar a inclinação do barco.

Um dos temas mais preocupante agora, além do resgate dos 20 desaparecidos, é o de evitar o desastre ambiental que poderia ocorrer se as 2,3 mil toneladas de combustível que estão dentro do navio vazar para o mar.

Os helicópteros que sobrevoaram a região avistaram algumas manchas, o que poderia ser combustível leve, mas também consequência da atividade das lanchas que circulam no local. Por isso acredita-se que sejam de fácil evaporação, na opinião dos analistas.

Para garantir a retirada do combustível com segurança, estão na ilha especialistas de uma companhia holandesa que vão trabalhar para estabilizar o navio.

Pelos últimos dados divulgados pela Costa Cruzeiros, proprietária da embarcação acidentada, até o momento, o número de mortos no naufrágio é de 11 e 22 pessoas continuam desaparecidas.

Enquanto as equipes de resgate trabalham nas águas de Giglio, a justiça prossegue em Grosseto o processo em torno do comportamento do capitão do navio, Francesco Schettino, a quem a Procuradoria acusa de homicídio culposo múltiplo, abandono do navio e naufrágio.

Schettino, que pode ser condenado até 15 anos de prisão, foi interrogado no dia anterior pela juíza de instrução Valeria Montesarchio. Depois de ouvi-lo, a magistrada o colocou em prisão domiciliar, pois não considera que exista risco de fuga como sustenta a Promotoria de Grosseto.

À juíza de instrução, Schettino admitiu que estava no comando do navio quando houve o choque contra as rochas, embora garantiu que com suas manobras após a colisão da embarcação, que tinha 4.229 pessoas no momento do naufrágio, salvou a vida de "centenas, milhares de pessoas".

Esta declaração do capitão do "Costa Concordia" coincidiu com a publicação no jornal milanês "Corriere della Sera" do conteúdo de um telefonema entre ele e um responsável da Capitania dos Portos que revela que Schettino deixou o navio antes da retirada de todos os passageiros. 

 

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