Novo premiê do Iraque pede união contra terrorismo

A decisão do atual premiê, Nouri al-Maliki, de renunciar ao cargo aumentou as esperanças de um novo governo que possa controlar o avanço do Estado Islâmico

Estadão Conteúdo

15 de agosto de 2014 | 18h05

O novo primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, se disse comprometido com a luta contra a corrupção e pela união do povo do Iraque contra o terrorismo. Em depoimento publicado nesta sexta-feira, al-Abadi afirma que seu governo será baseado em "eficiência e integridade, para salvar o país dos problemas políticos, econômicos e de segurança".

A decisão do atual premiê, Nouri al-Maliki, de renunciar ao cargo aumentou as esperanças de um novo governo que possa controlar o avanço de uma insurgência sunita cada vez mais poderosa e evitar que o país seja dividido. Mas para fazer isso, seu sucessor terá que unir facções xiitas, sunitas e curdas que desconfiam umas das outras e têm demandas conflitantes. Tudo isso enquanto lida com a crise humanitária causada pelos ataques extremistas no norte do país.

Políticos sunitas fazem pressão por mais influência política, dizendo que seu enfraquecimento durante o governo majoritariamente xiita de al-Maliki ajudou a impulsionar o apoio aos militantes sunitas do Estado Islâmico. Ao mesmo tempo, o Exército do país precisa de investimentos após desmoronar frente aos insurgentes.

As facções xiitas se voltaram contra o atual primeiro-ministro porque o viram como um líder dominador, que monopolizou o poder e permitiu a corrupção generalizada. Críticos o acusam de contratar aliados incompetentes para as forças de segurança, o que teria enfraquecido o poder militar iraquiano.

Enquanto isso, os curdos se veem disputando com o governo central de Bagdá pelas receitas do petróleo produzido na sua região semiautônoma, o que levou o Iraque a cortar o orçamento anual da região. A medida fez com que alguns grupos da minoria étnica começassem um movimento pela independência. Fonte: Associated Press.

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