Novo premiê do Japão nomeia aliados e cria tensão política

Fukuda nega que indicações tenham ligação com alianças no partido; Abe lamenta retirada do cargo

Efe e Reuters,

24 de setembro de 2007 | 08h38

O próximo primeiro-ministro do Japão, Yasuo Fukuda, nomeou nesta segunda-feira, 24, membros de seu partido para postos-chave, em meio a um possível confronto com a oposição e pedidos para que haja eleições no país.O moderado Fukuda, de 71 anos, foi eleito no domingo líder do Partido Liberal Democrático, depois da repentina saída de seu antecessor, Shinzo Abe, cuja administração foi marcada por gafes e escândalos. Fukuda será oficialmente empossado como premiê na terça-feira, dada a maioria de seu partido na Câmara dos Deputados.Porém, a legenda de oposição Partido Democrático e seus aliados detêm maioria no Senado, uma situação atípica que deve marcar o governo de Fukuda com desafios sobre aprovação de políticas.Fukuda indicou os aliados Sadakazu Tanigaki, ex-ministro das Finanças, e Toshihiro Nikai para outros importantes postos no partido. Outro simpatizante de Fukuda ficou com a função de estrategista político.O líder negou que as indicações tenham ocorrido em função de acordos envolvendo facções dentro do partido, a maneira tradicional de operar da legenda. "Escolhi as melhores pessoas para as posições", disse ele a repórteres. Analistas dizem que o partido terá dificuldades em recuperar a confiança da população se Fukuda for visto como alguém que indica aliados ou candidatos de certas facções para importantes cargos no governo ou dentro do próprio partido.LamentoO primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, pediu perdão pelo mau momento que escolheu para anunciar sua renúncia. Segundo a agência de notícias japonesa Kyodo, o premiê japonês lamentou a sua retirada do governo durante entrevista coletiva no hospital em que está internado.Abe renunciou no dia 12, seis semanas após uma dura derrota eleitoral e dois dias depois de anunciar na abertura das sessões do Parlamento as linhas de seu projeto político. O primeiro-ministro havia atribuído a sua renúncia ao bloqueio da oposição à sua proposta de ampliar o prazo do apoio aos Estados Unidos na guerra contra o terrorismo. Um dia após a renúncia, Abe foi hospitalizado com problemas no aparelho digestivo e desde então continua internado.

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