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Novo presidente do Paraguai começa a formar gabinete

Franco nomeou Carmelo Caballero como ministro do Interior e José Félix Estigarribia para o Ministério de Relações Exteriores

PRISCILA ARONE, Agência Estado

23 de junho de 2012 | 15h34

O recém-empossado presidente do Paraguai, Federico Franco, prometeu honrar os compromissos externos do país e tentar conversar com líderes latino-americanos para evitar que seu país se torne um pária regional. Franco já começou a formar seu gabinete. Os dois primeiros indicados são Carmelo Caballero, que será o ministro do Interior - responsável por manter a segurança doméstica -, e José Félix Estigarribia, novo ministro de Relações Exteriores, que vai iniciar uma viagem para tentar acalmar outros chanceleres do Mercosul.

O novo presidente disse neste sábado, 23, que o país está calmo, as atividades estão normais e que não houve "quebra da democracia".

Segundo o jornal paraguaio ABC, Franco estuda os demais nomes para ocupar ministérios e secretarias. "A partir de hoje e nos próximos dias serão definidos os nomes dos principais colaboradores", afirmou Carlos Amarilla, o governador do Departamento Central, que na sexta-feira, 22, reuniu-se como Franco.

O presidente paraguaio fez neste sábado uma coletiva de imprensa para meios de comunicação internacionais. Franco afirmou que não houve um golpe de Estado no país nem tampouco desrespeito às instituições, mas sim uma troca das leis vigentes na Constituição, informou o jornal La Nación.

Ele afirmou que seu governo fará esforços para que os embaixadores estabeleçam contato com os chanceleres e presidentes dos países da União das Nações Sul-americanas (Unasul), para que compreendam a situação política vivida no país.

De acordo com o jornal, Franco lembrou que o Paraguai é um país grande, independente e livre e pediu a compreensão dos demais membros da Unasul.

Durante a coletiva, Franco disse também que não recebeu um "convite claro" do Mercosul para participar da cúpula do bloco que acontece na Argentina na semana que vem.

"Não recebi um convite claro para o governo paraguaio. Entendo a situação. Não vejo porque forçar a situação. Vamos responder no momento certo", afirmou o presidente. As informações são da Associated Press.

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