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Novo presidente paraguaio se dispõe a explicar ao Brasil destituição de Lugo

Franco admite ‘alguns inconvenientes’ que impeachment relâmpago causou no âmbito da comunidade internacional, mas assegura que processo foi legal e não houve golpe

Roberto Simon - Enviado especial,

23 de junho de 2012 | 13h45

ASSUNÇÃO - Sob intensa pressão internacional, o novo governo paraguaio vem tentando demonstrar que a deposição do presidente Fernando Lugo não violou princípios democráticos e, portanto, não há razão para sanções contra Assunção. As alegações do novo governo de Federico Franco, porém, dificilmente convencerão líderes sul-americanos, incluindo a presidente Dilma Rousseff, da legalidade do impeachment.

"Aqui não há golpe", declarou Franco hoje, em sua primeira entrevista coletiva, no Palácio de López, dizendo-se confiante de que obterá o reconhecimento dos países vizinhos, com os quais manterá contato "no momento adequado". "A situação não é fácil e certamente há inconvenientes com a comunidade internacional", admitiu.

Segundo assessores, Franco mostrou-se disposto a procurar os líderes da região - principalmente a brasileira - para explicar o processo de destituição de Lugo e deixá-los seguros sobre sua legalidade. "Vamos fazer de tudo para que a nação irmã brasileira fique do nosso lado, como sempre esteve. O presidente Franco tem de falar também com Dilma, os chanceleres devem conversar melhor e aí as coisas começarão a ficar mais claras", disse ao Estado um dos principais aliados de Franco no Congresso, o senador liberal Alfredo Luis Jaegli.

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