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Novo primeiro-ministro da Índia toma posse

Modi participou de cerimônia sob forte esquema de segurança e com a presença de líderes asiáticos

O Estado de S. Paulo,

26 Maio 2014 | 11h48

NOVA DÉLHI - O novo primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, tomou posse nesta segunda-feira, 26, em Nova Délhi na presença de líderes do Sul da Ásia e sob um forte esquema de segurança.

Modi jurou seu cargo diante do presidente do país, Pranab Mukherjee, em cerimônia no Palácio Presidencial, acompanhado por líderes dos outros sete países que integram a Associação para a Cooperação Regional do Sul da Ásia (Saarc, na sigla em inglês).

Simultaneamente ao juramento do cargo, o nacionalista de 63 anos lançou o novo site oficial do primeiro-ministro da Índia, no qual colocou uma mensagem à nação prometendo "desenvolvimento, bom governo e estabilidade".

"Juntos escreveremos um futuro glorioso para a Índia. Sonhemos juntos com uma Índia forte, desenvolvida e inclusiva, que trabalhe ativamente com a comunidade internacional para apoiar a aspiração de um mundo em paz e desenvolvido", afirmou o novo premiê durante a cerimônia.

A aspiração internacional foi reforçada no ato com a presença de líderes da Saarc, entre eles o primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, cujo país mantém uma rivalidade com a Índia. Os dois países se enfrentaram em três guerras e em vários conflitos menores, especialmente pela soberania da região fronteiriça da Caxemira.

Analistas destacaram a ausência de um representante dos Estados Unidos, que estreitou laços com a Índia na última década.

O juramento do cargo ocorreu diante de cerca de 3 mil pessoas e com um efetivo de cerca de 10 mil soldados das forças de segurança, entre eles paramilitares, uma brigada especial de proteção e a Guarda Nacional. Após as palavras de Modi, os 21 ministros do Gabinete foram jurando seus cargos sucessivamente.

O BJP, partido de Modi, dominou as recentes eleições ao conseguir 283 das 543 cadeiras do Parlamento nacional, por isso governará com maioria absoluta, o que não acontecia na Índia desde 1984./ EFE

 
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