Associated Press
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Novo primeiro-ministro sul-coreano diz que presidente pode ser investigada

Kim Byong-joon afirmou que na Coreia do Sul 'todos os cidadãos são iguais perante a lei'; presidente Park Geun-hye enfrenta a maior crise desde que assumiu o Executivo, em 2013

O Estado de S. Paulo

03 de novembro de 2016 | 05h44

SEUL - O recém indicado a primeiro-ministro da Coreia do Sul, Kim Byong-joon, afirmou nesta quinta-feira, 3, que a presidente do país, Park Geun-hye, poderia ser investigada pelo escândalo de corrupção e tráfico de influência que envolve uma amiga e conselheira dela.

"Há diferentes interpretações da Constituição, mas acredito que podemos realizar uma investigação sobre Park", declarou à agência local "Yonhap" o indicado como primeiro-ministro, cuja ratificação está pendente de aprovação na Assembleia Nacional. Kim destacou que na Coreia do Sul "todos os cidadãos são iguais perante a lei", embora tenha dito que, perante uma possível investigação sobre Park, "é preciso ser prudente com o processo e os métodos, já que continua sendo a chefe de Estado".

O possível futuro premiê também afirmou que a presidente, em pleno centro da maior crise política à qual enfrenta desde que assumiu o poder em 2013, lhe pediu após indicá-lo que assumisse responsabilidades nos assuntos sociais e econômicos.

Isto confirma a crença generalizada na Coreia do Sul que Park Geun-hye, que tem pouco mais de um ano de mandato, perderá parte de seus poderes como chefe de Governo em benefício do próximo primeiro-ministro, uma figura até agora relegada a um papel secundário no sistema presidencialista de Seul. / EFE

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