AFP PHOTO / Juan Cevallos
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Novo terremoto de 6,1 graus na escala Richter é registrado ao norte do Equador

Tremor ocorreu a oeste de Muisme, cidade a cerca de 100 quilômetros de Pedernales, o marco zero do fenômeno registrado no sábado que deixou ao menos 480 mortos

O Estado de S. Paulo

20 Abril 2016 | 08h59

QUITO - Um novo terremoto de 6,1 graus na escala Richter foi registrado na madrugada desta quarta-feira, 20, no litoral norte do Equador, próximo à região que foi atingida pelo forte tremor no sábado 16, que matou ao menos 480 pessoas, segundo o último balanço das autoridades. 

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, sigla em inglês), o sismo ocorreu a 25 quilômetros a oeste de Muisme, cidade que fica a cerca de 100 quilômetros de Pedernales, considerada o marco zero do terremoto de magnitude 7,8 registrado no sábado.

O hipocentro do tremor desta quarta foi localizado a 15,7 quilômetros de profundidade e, aparentemente, não foi emitido um alerta de tsunami. O terremoto não foi sentido na capital Quito, que fica em uma área mais elevada, e não há relatos de danos. O sismo, que aconteceu às 3h33 locais (5h33 de Brasília), teve seu epicentro registrado cerca de 73 quilômetros a sudoeste de Propicia e cerca de 214 a noroeste de Quito.

Reflexos. Supervisionando os trabalhos de resgate na zona do desastre, o presidente equatoriano, Rafael Correa, disse que o terremoto de sábado infligiu um dano de US$ 2 a US$ 3 bilhões à economia do país dependente de petróleo, o que pode reduzir o crescimento da nação em 2 ou 3 pontos percentuais.

A queda na arrecadação do petróleo devido à redução do preço da commodity já vinha obrigando o Equador, nação andina pobre de 16 milhões de pessoas, a encarar um crescimento quase zero, cortes nos investimentos e a busca de financiamento.

Em muitos vilarejos ou cidades mais isoladas, os sobreviventes sofrem com a falta de água, eletricidade e transporte, embora a ajuda esteja chegando aos poucos. Estádios de futebol no norte e no sul da costa equatoriana estão servindo como centros de distribuição de ajuda e necrotérios improvisados.

Os socorristas estão perdendo a esperança de encontrar novos sobreviventes, embora os parentes dos desaparecidos implorem para que insistam nas buscas. / EFE e REUTERS

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