Pedro Pardo / AFP
Pedro Pardo / AFP

Réplica de tremor no sul do México interrompe resgates na capital

Tremor é réplica do abalo do início do mês na costa de Chiapas, que deixou 98 mortos na região, mas também foi sentido na Cidade do México, vítima de outro abalo há quatro dias

O Estado de S.Paulo

23 Setembro 2017 | 10h35
Atualizado 23 Setembro 2017 | 12h30

CIDADE DO MÉXICO - Um terremoto de magnitude 6,2 graus na escala Richter atingiu o Estado de Oaxaca, no sul do México, onde um tremor de magnitude 8,1 no dia 7, deixou 98 mortos. O abalo também foi sentido na Cidade do México, quatro dias depois de outro  tremor de 7,1 graus, que matou ao menos 300 pessoas.

Ainda não há relatos de feridos ou danos causados pelo novo terremoto.  O sismo foi registrado por volta de 7h53 no horário local (9h53 horário de Brasília), com epicentro 12 quilômetros ao norte da cidade de Ixtepec, no estado de Oaxaca.

O Serviço Sismológico Nacional, que preliminarmente havia informado uma magnitude de 6,4, informou que o movimento telúrico é uma réplica do abalo de 7 de setembro. 

O tremor obrigou a parar os trabalhos de buscas das vítimas do terremoto anterior, enquanto que a Defesa Civil informou que até o momento não foram reportados maiores danos na capital,

"Não temos até o momento informes de novos incidentes derivados desse tremor", afirmou à cadeia Televisa o titular da Defesa Civil da prefeitura, Fausto Lugo.

No entanto, o tremor desatou temores sobre os efeitos que possa ter tido sobre eventuais sobreviventes ainda debaixo dos escombros e nos prédios já atingidos pelo terremoto anterior.

De acordo com o protocolo, os resgatistas em um prédio desabado na zona central de Roma-Condesa saíram de cima dos escombros rapidamente, enquanto que os familiares das pessoas presas correram a se juntar a seus outros entes queridos.

"Depois de verificar que as condições são seguras, as atividades de resgate serão reiniciadas o mais breve possível", afirmou no Twitter o titular nacional da Defesa Civil, Luis Felipe Puente.

"Desta vez, não sentimos o chão se mover, foi como os outros terremotos a que estamos acostumados", afirmou Pablo Martínez, que deixou correndo seu prédio com a filha de seis anos nos braços.

Ate acontecer o novo tremor, os esforços para encontrar vida nos prédios prosseguiam pela quarta noite consecutiva, mas sem esperanças de encontrar sobreviventes, o que deverá levar as autoridades dar início do uso de máquinas pesadas para remover os escombros.

As equipes de resgate equipadas com tecnologia de ponta, no entanto, ainda se concentram em cinco pontos da cidade onde há possibilidade de encontrar pessoas vivas, segundo Luis Felipe Puente.

Ante as notícias de que máquinas pesadas começarão a ser usadas, o governo federal e a prefeitura garantem que serão esgotados todos os esforços para resgatar pessoas com vida.

O protocolo posterior a terremotos dá 72 horas como janela de possibilidade de sobrevivência de uma pessoa sob escombros, mas em outros desastres a resistência humana superou expectativas, como no terremoto de 1985 que deixou mais de dez mil mortos na Cidade do México.

O prefeito Miguel Angel Mancera disse à Televisa que acredita que ainda deve haver cerca de 30 pessoas entre os escombros, mesmo sem garantia que todos continuem com vida./ AFP

 

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