Novos ataques de Israel em Gaza atingem casas de líderes do Hamas

Exército de Israel pediu que 100 mil palestinos deixassem suas casas; número de mortos desde o início da ofensiva subiu para 204

O Estado de S. Paulo

16 Julho 2014 | 09h15

GAZA - Israel intensificou nesta quarta-feira, 16, os ataques aéreos contra o Hamas na Faixa de Gaza e bombardeou as casas de quatro importantes líderes do grupo islâmico. Durante a noite de terça, a aviação israelense atacou também casas de diversos líderes e responsáveis do grupo Jihad Islâmica.

Uma fonte militar disse que desde a meia-noite o Exército atacou 75 alvos em Gaza. No total, foram registradas 11 mortes e 80 pessoas feridas.

A metade desses alvos, assegura o Exército israelense, são plataformas de lançamento de foguetes, enquanto o restante se trata de túneis, armazéns de armas, instalações para sua manufatura e complexos militares.

Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, desde o início da ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza chamada operação Limite Protetor o número de mortos chegou a 204, a maioria civis, sendo 40 crianças. Há mais de 1,5 mil feridos.

Fontes em Gaza garantiram que entre os alvos atacados entre terça e esta quarta-feira estavam as casas do líder da Jihad Islâmica, Abdullah al Harazin, do antigo ministro do Interior do Hamas, Fathi Hamad, e do deputado Ismail al Ashqar.

O Exército de Israel pediu a 100 mil palestinos que vivem no norte da Faixa Gaza e em dois bairros da capital para deixarem suas casas "por sua própria segurança" diante da possibilidade de novos bombardeios até as 8 horas (3 horas no horário de Brasília) desta quarta.

O aviso foi enviado por mensagens eletrônicas, ligações telefônicas e panfletos distribuídos em Beit Lahia, no norte do território, e nos bairros de Shayaia e Zeitoun. "Para sua própria segurança se solicita que deixe sua residência imediatamente e rume para a cidade de Gaza na manhã desta quarta-feira, 16 de julho de 2014", diz um dos panfletos.

Segundo a imprensa local, 80 mil palestinos ignoraram as advertências e permaneceram em suas casas. Cerca de 18 mil palestinos deixaram as casas em Beit Lahia e quatro mil buscaram asilo em escolas da agência da ONU para os refugiados palestinos.

Israel retomou na terça suas operações aéreas de combate após o Hamas rejeitar a proposta de cessar-fogo apresentada pelo Egito, que o governo israelense havia aceitado.

O disparo de foguetes de Gaza contra o território israelense continuou e um civil israelense morreu durante os ataques na passagem fronteiriça de Eretz, que isola a Faixa de Gaza.

Mais de 1.260 foguetes foram disparados de Gaza, 985 alcançaram o território israelense e 225 foram interceptados pelas baterias do sistema de defesa aéreo Domo de Ferro, quatro deles disparados nesta manhã contra a área metropolitana de Tel-Aviv.

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, disse na noite de terça que o Hamas "não deixou outra opção (para Israel) senão intensificar as ações", mas não esclareceu como ampliará a ofensiva militar em Gaza. /EFE

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