Novos ataques sectários deixam 30 mortos no Iraque

Três ataques atingiram o Iraque nesta quarta-feira, deixando um total de pelo menos 30 mortos e 56 feridos. No primeiro, um carro-bomba explodiu em meio ao tráfego, em frente a um posto policial, matando 23 pessoas e deixando 40 feridos. O segundo ataque teve como alvo uma patrulha policial e deixou três mortos e 15 feridos. Uma bomba escondida em baixo de um carro detonou quando as forças de segurança passavam. Já o terceiro atentado ocorreu quando morteiros atingiram três casas no bairro de Mahmoudiya, matando mais três civis. Um quinto morteiro atingiu o bairro de Qadisiyah, matando uma mulher e ferindo uma criança. Nos últimos dias, cerca de 400 pessoas morreram no Iraque em decorrência de disputas sectárias provocadas pela destruição parcial da Mesquita Dourada de Samarra na quarta-feira passada. O templo é um dos locais mais sagrados para os árabes xiitas. Com a imposição de um toque de recolher na última sexta-feira, no entanto, o país viveu dias de relativa paz. Mas a calmaria parece ter chegado ao fim nesta terça-feira, quando cerca de 68 pessoas morreram em atentados e casos de violência sectária na capital e em outras áreas do Iraque. O porta-voz da Associação de Estudiosos Muçulmanos de clérigos sunitas, Abdul-Salam al-Kubaisi, culpa o governo de não conseguir dar segurança para os cidadãos iraquianos. Al-Kubaisi nega que os sunitas estejam por trás dos últimos ataques, declarando que políticos xiitas líderes religiosos estão tentando inflamar o ódio sectário "para fazer uso desses eventos para atingir um objetivo, servir seus interesses futuros". O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, condenou os ataques de violência sectária da última terça-feira e disse que para os iraquianos "a escolha é o caos ou a unidade".

Agencia Estado,

01 Março 2006 | 18h36

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