Novos confrontos deixam 24 mortos na Síria, dizem ativistas

Forças do governo atacaram cidade de Homs e província de Idlib; Annan visita Rússia para tentar selar acordo de paz.

BBC Brasil, BBC

24 de março de 2012 | 20h33

Novos confrontos entre forças do governo e rebeldes causaram a morte de 24 civis neste sábado, de acordo com informações de ativistas sírios.

O grupo ativista baseado em Londres Observatório dos Direitos Humanos afirmou que além dos 24 civis mortos neste sábado, outros 15 soldados e dois rebeldes também foram mortos.

Dez destas mortes ocorreram em Homs, a cidade que é considerada o centro da revolta contra o presidente sírio, Bashar al-Assad.

"O bombardeio começou como sempre, pela manhã e sem nenhuma razão aparente", informou pelo Skype um ativista no bairro de Bab Sbaa à agência de notícias Reuters.

"Eles estão usando disparos de morteiros e de tanques contra muitos bairros da parte antiga de Homs."

O ativista acrescentou que a maioria dos residentes das áreas atingidas já fugiu para bairros mais seguros e muitos estão tentando sair da cidade.

Explosão e visita de Annan

A agência de notícias Associated Press divulgou que assitiu a um vídeo que supostamente mostra uma grande explosão em Homs.

As imagens, divulgadas por um grupo ativista chamado Shaam News Network, mostra uma grande bola de fogo e uma coluna de fumaça preta.

Um ativista, Nureddin al-Abdo, disse à agência AFP que soldados do governo, com o apoio de 26 tanques, atacaram a cidade de Saraqeb, na província de Iblib, perto da Turquia.

Segundo o correspondente da BBC em Beirute Jim Muir, todos os sinais indicam que o governo sírio vai continuar com os ataques a não ser que os rebeldes se rendam.

Muir acrescenta que esta é a mensagem que o governo quer passar ao enviado especial da ONU à Síria, Kofi Annan no final de semana em que ele visita a Rússia para tentar obter apoio ao seu plano de paz para a Síria.

Annan chegou neste sábado em Moscou para convencer o governo russo a ter uma posição mais firme contra as operações do governo sírio. Na próxima semana, ele vai até a China que, como a Rússia, tem apoiado a Síria na ONU.

Annan quer que o governo sírio suspenda o uso de seu poderio militar em áreas populosas do país.

Mas o governo do presidente Bashar al Assad condicionou o plano à entrega de armas por rebeldes e exige que países vizinhos vigiem suas fronteiras a fim de impedir o fluxo de armas e combatentes para a Síria. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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