Novos confrontos deixam mais mortos na Síria

Confrontos entre forças do regime sírio e rebeldes na província de Idlib ocorridos durante a noite deixaram dois opositores mortos, além de outras duas pessoas que morreram na região de Damasco nesta segunda-feira, informou o Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, grupo sediado em Londres.

AE, Agência Estado

04 de junho de 2012 | 09h58

No domingo, 46 pessoas forram mortas, dentre elas 19 civis, 19 soldados e 8 rebeldes. Segundo o Observatório, 2.400 das mais de 13.500 vítimas da repressão ao governo de Bashar Assad morreram desde o cessar-fogo, iniciado em 12 de abril.

No sábado foram 89 mortos, incluindo 57 soldados, o maior número de mortes militares num único diz deste o início do levante, afirmou o Observatório.

O levante, que já dura 15 meses, se espalhou pelo Líbano, onde confrontos entre homens pró e contra o regime sírio na cidade de Trípoli deixaram 14 mortos no final de semana, informou um oficial de segurança libanês.

A Rússia e a União Europeia devem trabalhar juntas para encerrar a crise na Síria, afirmou o presidente da União Europeia (UE), Herman Van Rompuy, neste segunda-feira em São Petersburgo.

"Nós concordamos completamente que o plano apresentado (pelo enviado especial da Organização das Nações Unidas e da Liga Árabe, Kofi) Annan representa a melhor oportunidade de quebrar o ciclo de violência na Síria...evitando a guerra civil", declarou Van Rompuy após negociações com o presidente russo Vladimir Putin. "Precisamos combinar nossos esforços para que isso aconteça."

A China pediu mais apoio internacional para o plano de Annan e advertiu que uma intervenção externa provocaria mais sofrimento ao país. O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores Liu Weimin disse nesta segunda-feira que todos os envolvidos deveriam implementar o plano de Annan e as resoluções da ONU na Síria. Ele declarou que esta é a melhor forma para encerrar a violência.

Separadamente, o jornal oficial do Partido Comunista, o Diário do Povo, disse que se o país entrar em guerra civil será como um convite para uma intervenção estrangeira, o que levaria a maiores perdas de vidas e de recursos.

O planos de cessar-fogo de Annan é violado diariamente pelos dois lados do conflito. China e Rússia bloquearam medidas que poderiam levar a uma intervenção estrangeira.

Países vizinhos

A organização não-governamental Refugees International pediu que todos os países do mundo enviem ajuda aos refugiados sírios, já que a ida dessas pessoas para a Jordânia e o Líbano exaure os parcos recursos desses países e ameaçam sua estabilidade política.

Desde o início do levante sírio em março de 2011, a Jordânia já recebeu mais de 110 mil refugiados e o Líbano 26 mil. Os dois países têm recebido levas de imigrantes iraquianos nos últimos dez anos, além de palestinos, que há 60 anos se dirigem para as duas nações.

A entidade disse em comunicado nesta segunda-feira que com economias fracas e tensões políticas, nem a Jordânia nem o Líbano "estão bem posicionados para aceitar milhares de sírios pobres e vulneráveis, embora devam e aceitem essas pessoas".

O grupo disse que a crise dos refugiados sírios pode "ameaçar a estabilidade política" dos dois países. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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