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Novos confrontos matam 13 na Nigéria

Autoridades suspeitam que pastores muçulmanos tenham atacado comunidade cristã perto de Jos

Efe e Reuters,

17 de março de 2010 | 12h20

JOS - Pelo menos 13 pessoas morreram em novos confrontos entre comunidades na Nigéria, informou nesta quarta-feira, 17, o comissário de Informação do estado de Plateau, Gregory Yenlong.

 

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Segundo Yenlong, a suspeita é de que os agressores sejam pastores muçulmanos que atacaram a comunidade de Riyom, nos arredores de Jos, formada em sua maioria por agricultores cristãos, por volta das 1 hora local (21 horas de terça-feira de Brasília). A Polícia do estado de Plateau, cuja capital é Jos, disse que vai enviar uma equipe para região para confirmar as informações.

 

Os últimos massacres em três comunidades de maioria cristã da região, que também sofreram ataques de pastores nômades muçulmanos no último dia 7, deixaram mais de 500 mortos, a maioria mulheres e crianças, segundo as autoridades de Plateau. A Polícia, porém, assegura que foram apenas 109.

 

Os episódios ocorrem em um momento delicado na Nigéria, quando o vice-presidente Goodluck Jonathan tenta consolidar o poder, que assumiu em fevereiro por conta da internação do mandatário Umaru Yar'Adua. Jonathan também tem de lidar com a insurgência da região do Delta nigeriano.

 

"Nenhum dos responsáveis pela crise em Jos ficará impune. O governo está comprometido com a manutenção da paz e da estabilidade na região e em todo o país", disse Jonathan.

 

Segundo declarações de autoridades e envolvidos, o massacre de 7 de março foi uma vingança pela morte de 326 pessoas, a maioria muçulmanas, em Jos no mês de janeiro.

 

O papa bento XVI, os EUA e a ONU condenaram a violência no centro da Nigéria e pediram que as autoridades tomem providências. Ataques de retaliação são comuns e o presidente colocou as forças de segurança em alerta para evitar que o massacre de 7 de março gere represálias nas regiões vizinhas.

 

Analistas locais consideram que a rivalidade entre pastores nômades que buscam terras para seu gado e agricultores é a principal causa dos confrontos, acima de possíveis motivações étnicas e religiosas.

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