Novos cortes na verba da Defesa dos EUA seriam 'perigosos', diz Panetta

Secretário tenta frear redução no orçamento do Pentágono e diz que país 'enfrentará grandes desafios'

Efe

04 de agosto de 2011 | 19h47

WASHINGTON - O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, afirmou nesta quinta-feira, 4, que cortes adicionais ao orçamento do Pentágono, além dos já aprovados pelo Congresso nesta semana, seriam "perigosos" e causariam um "verdadeiro dano" à segurança nacional.

 

"Não temos que escolher entre a disciplina fiscal e a segurança nacional", disse Panetta em sua primeira entrevista coletiva como chefe do Pentágono. "Enfrentaremos desafios muito grandes", afirmou o secretário, dois dias depois de promulgar o acordo para aumentar o teto da dívida americana, que inclui cortes nos gastos públicos em até US$ 2,4 trilhões em 10 anos.

 

Boa parte dessa redução corresponderá ao Departamento de Defesa, que contará com menos US$ 350 bilhões em seu orçamento para a próxima década.

 

A decisão "está em linha" com as projeções que os líderes civis e militares do Departamento de Defesa realizaram, afirmou Panetta. Contudo, segundo a nova lei da dívida americana, um comitê bipartidário deve recomendar mais reduções até o final do ano. Se o Congresso não aprovar, cabe a possibilidade de um corte automático de mais US$ 500 bilhões em Defesa.

 

O titular da Defesa americana lembrou que o país continua enfrentando uma ampla categoria de ameaças e desafios, tanto de redes terroristas como de nações inimigas que têm programas nucleares, e de nações emergentes que querem "determinar se, no final, manteremos ou não uma defesa nacional e global".

 

Panetta já tinha advertido sobre este risco em nota oficial enviada na quarta-feira aos funcionários do Pentágono, na qual disse que cortes adicionais seriam "completamente inaceitáveis".

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