Novos cortes na verba do Pentágono podem ser 'trágicos', diz Gates

Secretário de Defesa critica deputados que advogam por redução no orçamento militar dos EUA

Estadão.com.br

16 de fevereiro de 2011 | 19h56

Gates (c) ao lado de Mike Mullen (e), fala ao Congresso.

 

WASHINGTON - O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, alertou o Congresso americano nesta quarta-feira, 16, contra cortes maiores que os já propostos no orçamento do Pentágono para 2012. Ele disse aos parlamentares que o mundo "ainda é muito perigoso e instável".

 

No mês passado, o Pentágono se disse disposto a cortar US$ 78 bilhões de seu orçamento em cinco anos. Gates, porém, criticou os deputados que queriam maiores reduções. "O resultado de mais cortes podem ser consequências mais trágicas posteriormente, assim como ocorreu no passado", disse o secretário de Defesa.

 

O orçamento de Defesa dos EUA para 2012, de US$ 671 bilhões, representa um corte de cerca de US$ 37 bilhões em relação a 2011. Pentágono terá acesso a US$ 553 bilhões do total. Esse valor é US$ 22 bilhões maior do que o de 2010 e, em princípio, permitirá a preservação da agenda militar no Iraque e Afeganistão. Gates disse na quarta que o Departamento de Defesa pode viver com menos verbas, "mas não menos de US$ 540 bilhões".

 

Em 2012, os EUA terão nesses países apenas uma parcela de suas tropas, reorientada para o treinamento de forças de segurança locais. A maioria dos soldados foi retirada do Iraque em meados de 2010. No caso do Afeganistão, a saída está programada para julho deste ano.

 

O período referente ao orçamento de 2012 começa no dia 1º de outubro deste ano. A verba de US$ 3,7 trilhões proposta por Obama nesta segunda ainda deve passar pela aprovação do Congresso americano. A Casa Branca informou que o valor tem o objetivo de reduzir o déficit americano em US$ 1,1 trilhão em dez anos.

 

Com AP.

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