Novos depoimentos podem livrar presidente de Israel de acusação de assédio

O depoimento de cinco ex-chefes de "A", ex-secretária que diz ter sido estuprada pelo presidente de Israel, Moshe Katsav, pode salvar o chefe de Estado de um julgamento por assédio sexual. O jornal "Yedioth Ahronoth" informa nesta quarta-feira que os advogados de Katsav enviaram à Promotoria do Estado o depoimento de três israelenses e dois americanos, todos ex-chefes da mesma secretária. Eles afirmam que foram ameaçados por "A" de denúncias por assédio sexual e violação se não recebesse uma indenização. Katsav denunciou sua ex-secretária por tentativa de extorsão, o que desencadeou um escândalo sem precedentes, há três meses. No poder Judiciário, acrescenta o jornal, a sensação é de mal-estar porque os advogados de Katsav, David Libai e Tsion Amir, esperaram até o fim da investigação para trazer as testemunhas que parecem pôr em xeque a acusação de "A". A equipe policial que apresentou suas conclusões e aparentemente provas que justificariam o processo recebeu há dois dias uma ordem de reabrir a investigação. Os policiais também têm que investigar, segundo ordem do promotor, Erán Shendar, por que a mesma mulher que acusa o presidente de assédio sexual pediu, há seis anos, para trabalhar com ele como assessora de imprensa.

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