AFP PHOTO / STR / China OUT
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Novos desmoronamentos na China dificultam buscas por desaparecidos

Até o momento, 10 corpos foram encontrados e apenas 3 pessoas foram achadas com vida; cerca de 3 mil membros de uma equipe de resgate trabalham na aldeia de Xinmo em busca de sobreviventes

O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2017 | 04h20
Atualizado 27 de junho de 2017 | 10h51

XANGAI, CHINA - Novos desmoronamentos registrados nesta terça-feira, 27, estão complicando as buscas pelas 93 pessoas que estão desaparecidas desde sábado em uma aldeia do sul da China em razão de um deslizamento de terra, informou a agência de notícias oficial Xinhua.

Autoridades locais explicaram que rochas e terra caíram sobre a aldeia de Xinmo, na Província de Sichuan, mas não há informações sobre feridos, já que o local foi desocupado após um alerta para possíveis novos deslizamentos.

A defesa civil local emitiu na véspera uma ordem de esvaziamento da região depois que o radar de vigilância descobriu a deformação de uma encosta. Na madrugada de sábado, parte de uma montanha caiu sobre esta aldeia em razão das intensas chuvas na área, e a soterrou totalmente.

Até o momento, foram encontrados os corpos de 10 pessoas e apenas 3 foram achadas com vida entre os escombros.

Cerca de 3 mil membros de uma equipe de resgate trabalhavam até segunda-feira no local em busca de sobreviventes. No entanto, de acordo com especialistas em geologia que estiveram na região, a possibilidade de sobrevivência das pessoas soterradas é realmente escassa.

As chuvas torrenciais na China são frequentes nesta época do ano e é comum que aconteçam inundações, deslizamentos e outras catástrofes naturais motivadas por fenômenos meteorológicos.

Além disso, a aldeia está a cerca de 150 quilômetros do epicentro do terremoto que em 2008 deixou mais de 80 mil mortos e desaparecidos, um fato que - segundo os especialistas - abalou a estabilidade das montanhas. / EFE

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