Novos líderes dividem holofotes com Romney em convenção

Jovens republicanos emergem como favoritos do Tea Party e outras alas ultraconservadoras do partido

TAMPA, EUA, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2012 | 03h00

Ao aceitar oficialmente o posto de candidato republicano à Casa Branca, Mitt Romney dividirá os holofotes políticos com líderes do partido nascidos nos anos 70 e prontos para superá-lo dentro de quatro anos. Seu vice-presidente, o agudo defensor do ajuste fiscal a qualquer custo social, Paul Ryan, de 42 anos, e o senador Marco Rubio, da Flórida, de 41 anos, lideram essa fileira como os favoritos do Tea Party e dos setores mais tradicionais e religiosos do partido.

Não à toa, o deputado federal e católico Ryan fez ontem o último e principal discurso da noite. Nele, o vice de Romney criticou o presidente Barack Obama e fez promessas ambiciosas. "Temos um plano para tornar a classe média mais forte e criar 12 milhões de empregos", afirmou. "Após quatro anos de desculpas, a América precisa de uma virada e o homem para essa tarefa é Romney." Hoje, antes da esperada mensagem de Romney, será a vez de Rubio discursar. A convenção será encerrada nesta noite com as preces do arcebispo de Nova York, Timothy Donilon.

Rubio e Ryan não são as únicas estrelas dessa nova geração, inspirada pelo legado da austeridade fiscal adotada por Ronald Reagan e abraçada pelo Tea Party. Da lista fazem parte Ted Cruz, candidato republicano ao Senado pelo Texas, e o governador de Wisconsin, Scott Walker, um sobrevivente de um recall eleitoral ocorrido neste ano.

Mórmon nascido em 1947, Romney não chega a convencer as fileiras do Tea Party sobre suas convicções conservadoras. Por isso, a facção mostra-se mais concentrada na eleição de seus favoritos para o Senado.

"Romney não está ainda no Tea Party", afirmou Matt Kibbe, presidente de uma das principais organizações desse movimento, a Freedom Works. "Não se sabe nada do que passa em sua cabeça."

Apoio. Mesmo diante de dúvidas sobre Romney, a Freedom Works deu seu apoio ao republicano. Kibbe explicou, no entanto, que não se trata de um cheque em branco ao candidato. O fator unificador de todos esses novos líderes, segundo Kibbe, é a preocupação com a dívida e o déficit público dos EUA, "mesmo que não cheguem a mencioná-la".

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