Novos protestos contra jornal francês deixam três mortos no Níger

Em manifestações na capital do país, diversas igrejas foram queimadas; teólogos muçulmanos pedem calma e 'tolerância'

O Estado de S. Paulo

17 de janeiro de 2015 | 19h37

NIAMEI - Pelo menos três pessoas morreram em protestos na capital do Níger contra o jornal satírico francês Charlie Hebdo neste sábado, 17, disseram fontes policiais, elevando o número de mortos para oito em dois dias de violência no país.

Segundo as fontes, dois corpos carbonizados foram encontrados dentro de uma igreja queimada na periferia de Niamei, enquanto o corpo de uma mulher foi encontrado em um bar. Acredita-se que ela tenha morrido asfixiada por gás lacrimogêneo e fumaça, disseram as fontes.

Novas igrejas foram queimadas neste sábado em Niamei em protesto pela publicação da última edição do jornal com a caricatura do profeta Maomé.

Segundo a Efe, pelo menos seis igrejas foram incendiadas. Testemunhas dizem que o número chegou a 10.

Os teólogos muçulmanos pediram que os manifestantes provem a "tolerância do islã e convivam e paz com a comunidade cristã". O pronunciamento foi feito em uma rádio após reunião entre os teólogos muçulmanos com o primeiro-ministro de Níger, Brig Rafini, e os ministros de Interior, Hassouni Massaoudou, e da Justiça, Marou Amadou.

Os ulemás afirmaram no pronunciamento que governo se desculpou à população pela presença do presidente do país no domingo passado na manifestação de Paris, na qual foram mostradas algumas caricaturas de Maomé. /EFE e REUTERS

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