Novos protestos em Ferguson ocorrem em lojas da Black Friday

Novos protestos em Ferguson ocorrem em lojas da Black Friday

Manifestantes realizam nova tática para expressar a indignação com ao resultado do júri do caso Brown; não houve confrontos

O Estado de S. Paulo

28 de novembro de 2014 | 11h07


FERGUSON - Manifestantes de Ferguson, no Estado americano do Missouri, realizaram protestos nesta sexta-feira, 28, dentro de grandes varejistas dos EUA durante a madrugada da "Black Friday", em uma nova tática para expressar indignação com a decisão de um júri de não indiciar o policial branco que matou o jovem negro Michael Brown, que estava desarmado.

Dando início à nova estratégia dentro de uma loja do Walmart nos arredores de St. Louis, cerca de 75 manifestantes protestaram de forma pacífica, gritando "Hands up, don't shoot!" (Mãos ao alto, não atire!), atrapalhando consumidores que empurravam seus carrinhos de compra.

Os manifestantes dispersaram de forma pacífica quando receberam ordem de um pequeno grupo de policiais e foram então para uma loja da Target onde realizaram uma protesto similar. Há mais manifestações do tipo previstas para esta sexta-feira.


Ferguson tem sido alvo de protestos raciais, às vezes violentos, depois que o policial Darren Wilson matou Brown em 9 de agosto. O Departamento de Justiça dos EUA está investigando possível abuso de direitos civis e o presidente Barack Obama pediu uma reflexão sobre as dificuldades enfrentadas pelas minorias no país.

A decisão do júri, divulgada na segunda-feira, de não indiciar Wilson motivou atos de fúria em Ferguson. Cerca de 12 imóveis comerciais foram incendiados e mais de 100 pessoas foram detidas em confrontos com a polícia entre segunda e terça-feira.

Na quarta e na quinta-feira, no entanto, o clima ficou mais tranquilo, sem registro de maiores problemas.

Ferguson, cidade com 21 mil habitantes, tem a maioria da população negra, mas praticamente todos os líderes políticos e policiais são brancos.

O policial Wilson, que foi colocado em licença administrativa, disse que temeu por sua vida e estava agindo em autodefesa quando atirou em Brown. A família do jovem negro diz que o policial agiu por maldade e deveria ser julgado. /REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.