EFE/EPA/MASSIMO PERCOSSI
EFE/EPA/MASSIMO PERCOSSI

Novos protestos em Hamburgo terminam com 186 manifestantes presos

Ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Sigmar Gabriel, condenou a violência das manifestações

Associated Press, O Estado de S.Paulo

09 Julho 2017 | 13h33

HAMBURGO - Depois de um sábado relativamente tranquilo, a cidade de Hamburgo foi novamente palco de protestos violentos contra a globalização e o G-20, na madrugada de domingo, 9, que acabaram resultando na prisão de 186 pessoas e na detenção temporária de outras 225. Os líderes do G-20 já tinham deixado a cidade quando os últimos confrontos ocorreram.

A polícia da cidade usou mais uma vez canhões de água contra manifestantes que atiravam bastões de ferro e pedras. De acordo com a polícia, 476 soldados foram feridos desde quinta-feira, 6. O número de feridos nos protestos não foi calculado.

O ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Sigmar Gabriel, condenou a violência das manifestações, afirmando que a "reputação da Alemanha é severamente afetada internacionalmente pelos eventos em Hamburgo". Segundo Gabriel, um grupo de investigação formado por autoridades europeias deve procurar por suspeitos da ação.

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O ministro do interior de Hamburgo, Andy Grote, declarou que este tipo de brutalidade não era esperada de militantes de esquerda. "Tivemos de lidar, separadamente dos eventos da cúpula, com atos cruéis de violência feitos por criminosos", disse Grote.

Autoridades da cidade reiteraram que os prejudicados pela destruição das manifestações receberão rapidamente apoio financeiro do governo. Carros foram incendiados, lojas saqueadas e motos queimadas em barricadas de rua.

A grande maioria das manifestações, porém, foram pacíficas, protestando contra a cúpula do G-20, reivindicando ações mais rápidas contra o aquecimento global e mais ajuda para os refugiados.

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