Novos protestos pressionam governo da Síria

Ativistas convocaram novos protestos para esta sexta-feira na Síria, a fim de pedir que outros países expulsem embaixadores sírios e isolem mais Damasco. A vizinha Turquia advertiu que a turbulência política pode se tornar uma guerra civil. Nesta sexta-feira, ativistas disseram que as forças de segurança já mataram pelo menos duas pessoas.

AE, Agência Estado

18 de novembro de 2011 | 09h17

O ministro das Relações Exteriores da França, Alain Juppé, estava na Turquia para conversas sobre a Síria, antes de um giro por países árabes. "A situação não é mais sustentável", disse Juppé. Segundo ele, "agora é muito tarde" para o regime do presidente Bashar Assad seguir no poder, pois não foram implementadas reformas.

Com soldados desertando e combatendo o Exército, "eu digo que há um risco de guerra civil", disse o chanceler turco, Ahmet Davutoglu, em entrevista à France Presse. "Agora é a hora certa para parar com esse massacre, e portanto a iniciativa da liga árabe é importante", afirmou o ministro turco. "Se não for sucedida, é claro que há um risco de uma guerra civil ou de um alto nível de tensão na Síria."

Na quinta-feira, forças do governo mataram pelo menos oito pessoas, entre elas duas crianças, segundo ativistas. A Liga Árabe deu um ultimato para que pare o derramamento de sangue no país, ameaçando tomar sanções. A entidade já suspendeu a Síria por causa da repressão a manifestantes pacíficos.

Ativistas convocaram protestos em países pelo mundo e nas nações árabes em particular. Na quarta-feira, a Liga Árabe deu ao regime de Assad três dias para acabar com os oito meses de violenta repressão, ou o país pode sofrer sanções econômicas.

Em 4 de outubro, Rússia e China vetaram uma resolução no Conselho de Segurança da ONU que ameaçava tomar medidas contra o regime de Assad por causa da repressão, que segundo a ONU já matou mais de 3.500 pessoas. Na quinta-feira, nações europeias disseram ter apoio árabe para uma resolução na Assembleia Geral da ONU condenando os abusos contra os direitos humanos na Síria, o que aumentaria a pressão sobre o Conselho de Segurança. As informações são da Dow Jones.

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