Vicente Robles/AP
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Marinha argentina descarta pistas e submarino segue sem rastros no oceano

Segundo o porta-voz Enrique Balbi não há nenhum rastro até agora do submarino, em um momento no qual o oxigênio da embarcação torna-se cada vez mais escasso. 

O Estado de S.Paulo

22 Novembro 2017 | 08h56
Atualizado 22 Novembro 2017 | 12h21

BUENOS AIRES -  A Marinha da Argentina descartou no fim da manhã desta quarta-feira, 22, que os sinais sonoros detectados no Atlântico Sul mais cedo pertençam ao submarino ARA San Juan, que está desaparecido desde a semana passada.

Segundo o porta-voz Enrique Balbi não há nenhum rastro até agora do submarino, em um momento no qual o oxigênio da embarcação torna-se cada vez mais escasso

De acordo com Balbi, os sinais sonoros foram descartados pelos navios que patrulham a área do Atlântico Sul onde o submarino pode ter desaparecido. Embarcações americanas que buscam o ARA San Juan por meio de imagens térmicas não encontraram nenhum sinal dele.

Uma corveta e um destróier da Marinha argentina também não conseguiram detectar sinais do submarino por meio de sonares. 

O antisubmarino brasileiro P3, que opera a partir de Mar Del Plata, sobrevoou a superfície do oceano em busca de anomalias magnéticas também tentou encontrar, sem sucesso, sinais do submarino argentino.   

Parentes dos tripulantes do ARA San Juan homenageiam os desaparecidos

Fontes ouvidas pelo jornal argentino Clarín revelaram que um novo sinal teria sido detectado e, a partir dele, foi estabelecido um novo perímetro de buscas. A versão coincide com um comentário da  Marinha dos Estados Unidos de que os aviões teriam localizado uma "mancha de calor" que correspondia a um objeto metálico. Segundo o jornal argentino, o sinal estaria a 300 quilômetros da costa de Porto Madryn e a 70 metros de profundidade no oceano. 

O sinal, no entanto, não seria suficiente para determinar se o objeto identificado é, de fato, o submarino desaparecido ou se são restos de algum naufrágio ocorrido na região. 

Desde o dia 15, especialistas da Marinha explicaram mais de uma vez que, em condições normais, o submarino poderia passar até 90 dias sem ajuda externa, em relação a combustível, água, óleo e oxigênio. Se a embarcação não utilizar o snorkel para renovar o ar, ela teria sete dias de sobrevida.

Cerca de 4 mil militares de vários países - incluindo Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Brasil, Chile, Peru, Colômbia e Uruguai - participam da operação de busca e resgate em água argentinas.

Para lembrar: Torpedo explodiu dentro do Kursk

Famílias

A incerteza já se tornou angústia para as famílias dos 44 tripulantes do ARA San Juan. A cerca de arame na entrada da base naval de Mar del Plata, onde a embarcação deveria ter chegado na segunda-feira, foi transformada pelos parentes da tripulação em um painel de recados aos desaparecidos. 

Cerca de 100 parentes dos tripulantes ainda aguardam notícias sobre as operações de busca em Mar del Plata – cidade onde vive a maioria das famílias. / AFP, REUTERS e AP

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