Novos testes não detectam melamina em leite na China

A pesquisa é a sexta realizada no país desde que vieram à tona os escândalos de contaminação

AE-AP, Agencia Estado

05 de outubro de 2008 | 10h37

Num esforço para conter o escândalo do leite contaminado que causou a morte de quatro crianças e intoxicação em mais de 50 mil, o governo chinês divulgou hoje uma nova pesquisa segundo a qual não foi encontrado nenhum vestígio de melamina no leite e em derivados e informou que liberará subsídios para os produtores afetados pelo problema.O mais recente teste, realizado em 609 lotes de leite líquido em 27 cidades do país, não detectou rastros de melamina, o composto químico encontrado recentemente em diversos derivados do leite na China, informou hoje o Correio da Manhã de Pequim. Os testes envolveram lotes de leite de 75 diferentes marcas, inclusive aquelas consideradas as melhores do país, como Yili e Mengniu. O jornal atribuiu a informação à Agência Geral de Supervisão de Qualidade, Inspeção e Quarentena.A pesquisa é a sexta realizada no país desde que vieram à tona as primeiras notícias sobre a contaminação do leite, informa a agência. De acordo com os números oficiais, quatro crianças morreram e 53 mil ficaram intoxicadas por causa da melamina. A substância é um composto químico usado na fabricação de plásticos, mas quando misturada ao leite daria a impressão de que ele contém muito mais nutrientes do que realmente possui.Suspeita-se que a inclusão da melamina tenha ocorrido em estações de coleta de leite. Há milhares delas espalhadas pelo interior do país. Essas estações de coleta são relativamente novas na China. Elas compram leite de produtores individuais e recebiam, até a eclosão da crise, pouca ou nenhuma supervisão do governo. No entanto, no decorrer das últimas semanas, o governo enviou 152 mil fiscais para investigar quase 19 mil estações de coleta, informou hoje o Diário do Povo da China.

Tudo o que sabemos sobre:
Chinaleite melamina

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.