NRA chama presidente de 'hipócrita'

O principal lobby contrário a restrições da venda de armas e munições nos EUA emitiu um sinal claro de que dificultará a aprovação, pelo Congresso, do projeto de lei anunciado ontem por Barack Obama. Em vídeo divulgado na internet, a National Rifle Association (NRA) valeu-se do esquema de proteção das filhas do líder americano para atacar sua proposta de proibir a venda de fuzis de assalto.

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

17 de janeiro de 2013 | 02h01

"As crianças do presidente são mais importantes do que as suas? Então, por que ele é cético em colocar segurança armada nas nossas escolas quando suas crianças são protegidas por guardas armados das escolas delas?", diz a narração do comunicado, divulgado na terça-feira.

O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, qualificou o vídeo como um ataque "repugnante e covarde". Malia, de 14 anos, e Sasha, de 11, têm o dever de aceitar a proteção do serviço secreto, assim como os filhos dos antecessores de Obama. "Muitos americanos concordam que as filhas do presidente não devem ser usadas como peões na briga política", disse Carney.

Depois do massacre de Newtown, em 14 de dezembro, a NRA passou a defender a presença de seguranças armados nas escolas e o fim da zona livre de armas que hoje em dia, oficialmente, existe ao redor das instituições de ensino do país. / D.C.M.

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