NSA atribui coleta de dados a programa da Otan

O diretor da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês), general Keith Alexander, negou nesta terça-feira que o serviço norte-americano de espionagem tenha coletado dezenas de milhões de registros telefônicos de países europeus e atribuiu a ação a um programa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) executado com o objetivo de proteger os países que integram a aliança e suas operações militares.

AE, Agência Estado

29 de outubro de 2013 | 19h16

Em depoimento à comissão de espionagem da Câmara dos Representantes dos EUA, Alexander enfatizou que a NSA não coletou os dados sozinha, refutando as alegações que na semana passada exaltaram os ânimos na Europa. Segundo ele, os EUA receberam as informações de seus parceiros na Otan. Alexander também negou que o programa tenha sido direcionado à espionagem de cidadãos europeus, mas não entrou em detalhes.

Os EUA têm sido duramente criticados pelo alcance de seus programas de espionagem. Nas últimas semanas, causaram furor revelações de que a NSA espionou as comunicações diretas de líderes políticos de países aliados, como aconteceu recentemente com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, o atual chefe de Estado mexicano, Enrique Peña Nieto, e seu antecessor, Felipe Calderón. Fonte: Associated Press.

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