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NSA espionou Bento XVI e cardeais da Igreja antes do conclave, diz revista

Jorge Bergoglio, antes de se tornar papa, também estaria entre os monitorados pelos EUA

JAMIL CHADE / CORRESPONDENTE,

30 de outubro de 2013 | 11h54

GENEBRA - As autoridades americanas teriam espionado as conversas do papa Bento XVI, do cardeal Jorge Bergoglio e de todos os membros do Conclave, no início de 2013. As informações serão reveladas na edição de amanhã da revista italiana Panorama que confirma a ação da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA) na Itália, seguindo os mesmo modelos do que já foi revelado na Espanha, França, Alemanha, Brasil e México.

De acordo com a revista, entre 10 de dezembro de 2012 e 8 de janeiro de 2013, 46 milhões de ligações teriam sido monitoradas na Itália pelos americanos. O primeiro-ministro Enrico Letta, convocou uma reunião de emergência para amanhã, em Roma.

Mas foram as escutas colocadas sobre o Vaticano que mais chamam a atenção. Segundo a revista, os americanos teriam estabelecido um mecanismo para monitorar as conversas de Bento XVI, antes de renunciar. As ligações do então cardeal argentino Bergoglio, hoje papa Francisco, também foram alvo da escuta antes do Conclave.

O Vaticano insiste que não tem nada a comentar. "De qualquer forma, não nos preocupamos sobre isso", declarou o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi.

Bento XVI renunciou no início do ano, abrindo o caminho para semanas de intenso debates sobre o futuro da Igreja e eventualmente a escolha de Francisco, papa que vem promovendo uma intensa reforma dentro do Vaticano.

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