Núcleos dos reatores 1 e 2 de Fukushima sofreram danos, diz Tepco

Níveis de danificação são de 70% e 33%; ambos os dispositivos foram atingidos por explosões

Agência Estado

15 de março de 2011 | 20h54

 

TÓQUIO - A Tokyo Electric Power (Tepco), empresa que administra a usina nuclear de Fukushima-Daiichi, informou na quarta-feira, 16 (pelo horário local), que 70% das barras de combustíveis do reator nuclear 1 da planta foram danificadas, enquanto no reator 2, o dano ficou em 33% das barras. Ambos os dispositivos foram atingidos por explosões. As informações partiram da agência de notícias Kyodo.

 

Veja também:

blog Twitter: Siga a correspondente Cláudia Trevisan, que está no Japão

especial Infográfico: Entenda o terremoto maiores tragédias dos últimos 50 anos

documento Relatos: envie textos, vídeos e fotos para portal@grupoestado.com.br

som Território Eldorado: Ouça relato do embaixador e de brasileiros no Japão

mais imagens Galeria de fotos: Tremor e tsunami causam destruição

blog Arquivo Estado: Terremoto devastou Kobe em 1995

 

Acredita-se que parte dos núcleos dos reatores foram derretidos porque perderam seus sistemas de resfriamento, após o terremoto de magnitude 9,0 na escala Richter ter atingido o nordeste do Japão na sexta-feira passada.

 

Masami Nishimura, porta-voz da Agência de Segurança Nuclear do Japão, disse que a Tepco considera usar caminhões de bombeiro e helicópteros para jogar ácido sobre os núcleos e prevenir um vazamento ainda maior de material radioativo.

 

A usina de Fukushima Daiichi possui seis reatores. No sábado, houve uma explosão no reator 1, seguida por uma explosão no reator 2 no domingo, e no 3, na segunda. O reator 4 sofreu com os dois incêndios, enquanto o 5 e o 6 não apresentam grandes riscos, mas estão sob observação devido ao aumento gradativo de temperatura das barras de combustível dos dispositivos.

 

A explosão no reator 2 fez os níveis de radiação ao redor da usina subirem brevemente, chegando a 167 vezes acima da dose média anual. As autoridades japonesas afirmaram que os níveis já decaíram, mas ainda há termores de que os incidentes tornem-se um dos maiores desastres nucleares da história, o que o governo tenta evitar

 

Foi decretada uma área de segurança de um radio de 20 quilômetros a partir da usina devido aos vazamentos de material radioativo, o que forçou a evacuação de mais de 200 mil pessoas que viviam na região. Além disso, outras 140 mil pessoas estão em um raio de 30 quilômetros do complexo. As autoridades ordenaram que elas fiquem dentro de casa para evitar exposição às partículas nocivas. As informações são da Dow Jones.

 

Entenda como funcionam os reatores.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.